sábado, 22 de abril de 2017

22 de Abril 2017 NGPS Vila Real


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A excursão NGPS dirigiu-se para Trás-os-Montes nomeadamente para Vila Real e uma passagem por Jales já trilhada pelos KEDASbike.
Nagy, Faria e PedroS no dia anterior engavetavam as bikes dentro do carro para ver se uma viatura era suficiente para as levar. Com algum contorcionismo de bikes desmontadas às peças grandes, lá se conseguiu fazer o milagre de as fechar dentro sem ir nada de fora.
Arranque marcado para as 6.30h com mais mochilas e restantes indumentárias necessárias para a viagem de btt (carro mais que lotado).
O gps do carro ainda não conhece o túnel do Marão e lá fomos conhecer (outra vês) o alto do Marão pelo IP4. É a vida…
Chegamos e a montagem das bikes foi rápida para o nosso costume. As voltas ao café e aos fetos foram atrasando a preparação do corpo para a bike. Ao 5km já se ouvia uma Keda.


PedroS avisa que é viragem à esquerda e vai abrandando a marcha, (não vá o Rocha vir a rasgar e traçar a meio quem virou) vai saindo do alcatrão para entrar no trilho, e vai ouvindo atrás o som de “chapa” a retorcer junto com gritos de dor e surpresa, acompanhando com o som característico de alguém que vai largando o corpo alcatrão a baixo. A audição leva a visão a percorrer o som e o aspeto é surreal…! duas bikes presas, uma pela roda de trás e a outra pela roda da frente. As duas em pé e um Keda em cima da bike da frente com a outra junta como se tratasse de uma bike Tandem a travar. Outro Keda aos rebolões atrás. Calhou a sorte ao Faria porque o Nagy estava em cima da bike. Os joelhos já se viam que levaram coça, e os cromados das ancas, pernas, braços e etc… & tal tb. De mecânica, só a relevar o arranque do aperto rápido da roda traseira do Nagy.
Depois de estudar bem o corpo e contar os ossos para ver se havia algum partido, o Faria decide prosseguir mais alguns km para ver como o corpo vai reagir.
Uns metros mais a frente o Sidónio dos Floresta Btt junta-se ao grupo. Em poucos minutos já estávamos a visitar o Santuário de Panoias onde nos primeiros séculos d.c. se faziam sacrifícios de sangue aos deuses. O Faria já tinha feito o dele uns km antes.
Ao sair do Santuário encontro o Paulo e o Luís Martins, mais uns amigos do Btt que vou encontrando nestas duas rodas. O Paulo engrossa o nosso grupo. Vamos colocando a conversa em dia e relembrar outras cursadas de bike.


O Faria vai avisando que vai cortar para os 50km, o Paulo já vinha com essa fisgada. Ainda os tentamos demover dessa ideia e continuar no grande até aos 50km que depois era só a descer :) . Com duvidas se estava a massacrar o corpo e arranjar lesões, o Faria não arrisca e vão os dois para a volta mais pequena.


A morfologia do terreno continuou a ser interessante com vários tipos de trilhos equilibrados: com subidas, algumas técnicas com pedra, descidas rápidas alternando com outras recheadas de pedras a ter mais precaução com zonas rápidas a rolar onde se sentia os km a passar e a média aumentar. 
Ao chegar à Capela de Nosso Senhor dos Aflitos, em Monte dos Carrujos, Torre do Pinhão vamos apreciando as vistas e carregando o estômago com barras. O Sidónio vai avisando que trás uma lata de atum para quando quisermos parar mais tempo e degustar. Do miradouro vê-se a barragem do Rio Pinhão e alguns BTTistas a passar por cima, dá vontade de pedalar e a lata de atum fica para mais tarde.
A aproximação à barragem foi rápida bem como o pedalar no seu espelho de água.
Estavamos agora em Zona Jales, as pernas já se faziam sentir e os trilhos por onde passávamos alguns eram conhecidos. Em Quintã Jales paramos para beber uma cola e comer o atum. O café não tinha pão, mas um nativo fez questão de ir buscar a casa para nós fazermos as sandes. E que delicia :).


Mais 4km e atingiríamos o ponto mais alto do percurso e o ponto mais a norte da A24 desta rota. A partir daí era em grande parte a descer até ao fim. Para mim foi a zona mais dura, com boas pendentes e excesso de vitamina D a entrar diretamente no corpo, deixando-o marcado a branco e vermelho.

Mais um miradouro, São Bento (de Aguas Santas), este era bem inclinado e para ver a paisagem era preciso trepar, e TREPAR com a barriga a tocar no quadro. O atum do Sidónio não lhe deu força. Ficou a encher água e a descansar com os colegas que fizemos a descida. A vista como era fantástica tínhamos de a contemplar e flachar demorando algum tempo. Na descida fomos avisados que ele tinha ido devagar junto com os colegas.

Nagy e PedroS colocaram o ritmo que era possível na altura e continuaram a romper as pernas. Uns 7km à frente encontramos o Sidónio e os outros dois colegas parados a comentar que tiveram de descer muito rápido pois estavam a ser perseguidos por um cavalo disfarçado de cão. Num drop, tal era aflição, um colega empena a roda da frente ao descer.
 Continuando pra bingo apanhamos o comboio ciclável até Vila Real.

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domingo, 26 de março de 2017

26 de Março 2017 3º Raid Primavera OTZ BIKE

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 No terceiro ano consecutivo do Raid organizado pelo OTZ BIKE, os Kedas não podiam falhar…mas foi por pouco…
Inscritos, estavam o Pedro Silva, Nagy, Rocha, Rui, Nelson e o seu irmão Xavier (amigo dos Kedistas). 
Nos fins de semana anteriores apareceram as lesões: o Pedro cortou-se na sola do pé numa ida à pesca, o Rui parece que beijou o chão com amor… com muito amor.. Duas falhas eram praticamente garantidas. A substituir o Pedro, veio o Carlos Pereira. O Rui, bom…“descansou em paz (RIP)”..

Levantamento dos dorsais efetuado no sábado pelo Nelson… que mora ao lado. No domingo de manhã, os Kedas prontos, ou quase prontos, para os 36km que aí vinham com cerca de 950 metros de acumulado positivo.
Tudo levava a crer que ia ser durinho, agravando se ainda pelo estado do tempo dos dias antecedentes, onde não faltou chuva…


 Nove e meia da manhã, e baixaram as grades para os bttistas arrancarem em alto sprint… os kedas, ficaram mais na cauda, a ver o que se ia desenrolar…
O Rocha e o Nagy, depressa desapareceram de vista nos 2 primeiros quilómetros em alcatrão… À entrada do primeiro troço de monte, houve logo uma keda, mas não era dos nossos. No entanto, deu para aumentar a distância entre os primeiros e os outros, pois o trânsito ficou logo congestionado.. 
Decorriam cerca de 8 km de prova, e na berma estavam Nagy e Rocha a dar á bomba num pneu do Rocha, que já tinha parado pela segunda vez. Posto isto, Nelson, Carlos Pereira e Xavier fizeram as perguntas do costume (então, é preciso ajuda e tal?) e deram às-de-vila-diogo. 
Sobe e desce, lama a dar com um pau, piscinas barrentas e tratamentos de pele por todo o caminho, e chegaram os 3 primeiros kedas ao reforço. Poucos minutos depois apareceu Rocha de câmara nova e mais um bocado vem o Nagy. Uma “bufadela” rápida na roda de Carlos Pereira e arrancamos.


Pelo caminho, não faltava povo a queixar se de dificuldades, tanto técnicas, como físicas. Mas o pior ainda estava por vir… o Rocha começou com algumas dificuldades a nível de sinal, e a subida (mãe das subidas), ficou pra outro dia. O Nelson a meio teve de recuperar fôlego, o Xavier trepou até la acima, onde tinha claque a aplaudir e a prometer festa quando chegasse a casa. Em relação aos dois colegas, já os tinha perdido de vista, tal era o seu ritmo consistente.
A 2km da meta, saltou um músculo fora ao Xavier, de forma que fomos em ritmo lento até ao final.
Já na meta, encontravam se todos os kedas, alguns já de bifana na mão.



Como de costume nos RAID´s OTZ BIKE, a organização é excelente, com percursos bem traçados, bem ao estilo dos KedasBike e ainda um sorteio final de alguns prémios, embora desta vez ninguém tenha arrecadado nenhum, nem mesmo o Carlos Pereira – talvez por ir no lugar do Pedro. Mas fica o agradecimento ao OTZ por nos proporcionar uma manhã de bons desafios, comparados de igual forma com outros eventos de BTT, e tudo a custo ZERO.


domingo, 5 de março de 2017

Duatlo Famalicão 2017



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Depois de alguma indecisão e insistência por parte do meu irmão, lá decidimos experimentar o famoso duatlo de Famalicão. Tanto tinha de criticas boas, como de menos boas. Eu queria criar a minha... E aí foram os Brother's Team, um deles KedasBike...


Ao chegar ao local de levantamento de dorsais e chips, não faltava povo a aquecer as bikes em cima de rolos,... a fazer pequenos sprints pelo parque fora,... a comparar tempos e distâncias de edições anteriores... Enfim... só "pro's".... E nós ali, a tentar prever não ser dos últimos. Quase a conseguir gerigonçar uma tática...
E lá começou! 5 km de corrida e uma espera ansiooooosa de vinte e poucos minutos até arrancar de bike... No arranque, uma subidinha em estrada para aquecer e descida pra arrefecer... A seguir era entrar de quinta em quinta, de parque de armazém para monte, e escolher o melhor caminho pelo meio da lama..
Single track, tinha um.. Estradões, perdi a conta...
O difícil era mesmo a lama, e o facto de a KTM… ter apenas 26” polegadas de estatura...
Á descida final, inverte o sentido de marcha, e prepara pernas pra mais uma volta.
...e outra vez arroz.
Desta feita, com mais lama. Tanto no chão, como na viatura.
Ao chegar ao desmounting bike, complicado era sair da cabra e aprender a correr até á passagem de testemunho.
Troca de chip e dorsal, e vai o “atletista” fazer mais cerca de 2,5km, a terminar em alto sprint, numa ultrapassem registada em foto finish!



Critica? Bem... Foi uma experiência nova, talvez para repetir. Mas a parte de bike, que me tocou a mim, na minha opinião, deve ser treinada em ecopistas, Estradões, e até estrada, para ganhar resistência e rapidez...
Porque técnica,..adrenalina e até convívio desportivo, penso que não vão encontrar no duatlo (pelo menos em cima da bike)...

Contudo, pro ano há mais!!

sábado, 4 de março de 2017

4 de Março 2017 NGPS Vieira do Minho (Trilho dos Sentidos)



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Pedro Faria e PedroS foram os KEDASbike que foram à aventura destes trilhos.
A semana chuvosa que antecipou o NGPS com a quantidade de neve que caiu nas serras em Vieira do Minho não deixava muitas expetativas a ter companhia do nosso grupo, mas o Faria de ”bike e cal” permaneceu no comboio para a Serra da Cabreira.
Levantamos os dorsais pelas 7.40h e ouvíamos as últimas indicações da organização, o Mário juntava-se ao grupo e arrancamos com vista para os montes brancos carregados de neve.


Avançamos no estradão da Cabreira até ao alto do Miradouro da Serradela, um bom aquecimento para depois apreciar a bela paisagem onde os olhos conseguiam expandir o seu longo alcance. A partir deste topo começou a aventura na Cabreira, com a precipitação de neve e a que já estava acumulada nos trilhos deixava antever que ias levar uma valente coça quando atingisses mais altitude. A experiencia no ano passado em Montalegre com neve já tinha avisado o corpo para a tareia que ia levar.
O trilho ensopado e já calcado por outros colegas ia deixando algumas zonas já bem enlameadas. Mais à frente algumas pedras pintadas de verde musgo, parecia musgo… mas não sei se sabia a musgo, porque lá me fui equilibrando e em dúvida desmontei.


                               

Os km 12 a 22 eram bastante técnicos e os erros de navegação iam aparecendo, ou olhas para o GPS ou para onde vais mandar a roda da bike, a descer era quase certo o engano. Mas estes km foram sem dúvida os mais bonitos. As pedras da calçada sempre forradas a verde nas extremidades, fechadas por montículos de pedras muradas obrigando sempre à máxima atenção para a bike não escorregar, ouvindo o som da água sempre a correr... Ao longe a janela para a Serra do Gerês completamente branca. Esta cor branca de neve não me estava a deixar satisfeito e só esperava que fossem mais colegas à frente para fazer de limpa neves, quando já apontasse-mos para o Talefe.


Ao chegar perto da minas da Borralha tivemos a companhia do Miguel Martins e do Vasco, engrossava assim o grupo para 5. A média estava estonteante nos 7,8km/h! Passamos por Salto num abrir e fechar de olhos para voltar a subir em direção aos trilhos brancos.


Depois de um género de desporto que vínhamos a fazer, este foi batizado de “PUTATLO” mas quando o branco começa a sobressair, e as bikes limpa neves que iam à frente não fizeram o trabalho que eu tinha idealizado, era quase neve virgem em alguns lados, um grupo que encontro em quase todos os NGPS ia se deliciando com os bonecos de neve e o atira a neve, não vi os anjos… mas neve… a neve que já fazia doer os olhos. (e o resto)
Ainda não falei dos pés… com a quantidade de água que levaram e depois com a quantidade de neve que calcaram, já nem sabia como seria o aspeto deles quando os visse descalços. Havia longos períodos de tempo sem os sentir. O próprio pedal congelava nem deixava o cleat encaixar.
Um TEA BREAK, o Miguel trazia uma termos de chá quente, que prazer dava cheirar a infusão e sentir o calor do chá aquecer a ponta do nariz para o sentir aquecer o estomago, (precisava que o estomago fosse até aos pés) retemperamos as forças e arrancamos para o Talefe. Os “Jeeps” já iam limpando o estradão para conseguirmos chegar ao topo, com o vento ainda a arrefecer mais o corpo.



 Chegamos ao topo e a organização convidava-nos a descer pela alternativa, estradão !!! Tanto sacrifício e estradão?!!! Enquanto atestávamos as últimas provisões íamos decidindo o que fazer. Aqui o grupo estava dividido com uns a escolher a alternativa outros a escolherem a parte mais hard, outros por não sentirem as mãos e os pés (o que faz muita diferença quando é necessário travar). Os mais malucos ganharam e fomos testar a mais difícil. Quando saímos do estradão e entramos no trilho, a vontade era ir embora pelo outro lado, a quantidade de neve era das mais altas e a vegetação não ajudava em nada. Fomos em frente até voltarmos a outro estradão e aí o Mário decidiu descer pela alternativa, os restantes foram pela que estava marcada, mais 500m e a neve desapareceu e a descida foi feita a belo prazer.
O facto de não sentir os pés, ainda metralhava na cabeça e foi um alívio quando cheguei ao banho, estavam lá os dois com cinco dedos cada um .
Mais um belo empeno com belas paisagens

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domingo, 8 de janeiro de 2017

8-01-2017 Reis KEDASbike

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Como é já tradição no nosso grupo, no primeiro domingo a seguir aos Reis fazemos o nosso Passeio dos Reis. A pastelaria Xilas ofereceu o Bolo-rei, quem o comeu foram: Nagy, Carlos Pereira, Tó, Domingos (cunhado do Rocha), Rocha, Faria, Rui e PedroS.
No ponto de encontro na Pastelaria Xilas, já se encontravam um nº de Kedas à volta de um Bolo-rei de Chocolate quentinho, estava saboroso, mas quente não se consegue comer à guloso e sobrou um pedaço que embrulhamos ao tradicional e carregamos para o Camelback.
Alguém do grupo oferece o Vinho do Porto, os benfeitores foram o Nelson, que não pode vir, e o Domingos.
No início do ano, o Rui ainda empenado da keda no passeio de Natal às Sombras, o Tó ainda a ver as horas e o corpo para ver se ele gosta da bike, o Domingos era tb uma incógnita na resistência, e escolhemos um trilho misto de estrada e também trilhos sem subidas de “renome”.
Fomos em direção a Seide, Landim até ao Rio Ave acompanhando a margem até ao Parque da Rabada. Não havia penedo ao sol para o nosso lanche e as mesas na Rabada era pouco bttista. Continuamos nas margens do Rio Ave em direção à Ponte da Lagoncinha e dali para a Santa Catarina em Cabeçudos onde encontramos uma bela mesa de pedra e atacamos.
O vinho do Porto ficou pouco, o Bolo-rei de chocolate depois da viagem ainda estava melhor, já que o frio fez o chocolate mais rijo o que ajudou bastante ao sabor, claro que a viagem tb influenciou.
O Domingos ainda trouxe uma tablete de chocolate gigante, não foi toda mas se nascesse Vinho do Porto, até a mesa ia.

Foi bom ver o Tó outra vez em cima de uma bike a fazer km de se ver.

domingo, 11 de dezembro de 2016

11-12-2016 4º Passeio à Rabanada

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Rescaldo tem assinatura de Tony


Tens razão
Ok, tens razão
Não passa deste fim-de-semana
Sim
Pressão alta
e um mês depois… e mais alguns dias o rescaldo aconteceu…


Foi no passado dia 11 de Dezembro que se realizou o 4º Passeio à Rabanada, Passeio de BTT com cerca de 30 km, com concentração no largo das Ribeiras, em Gavião. Uma organização da Associação Milho Doiro, pelos seus Kedas Bike, mais uma vez com a ajuda especial dos amigos dos Calcando Pedal, que foram os responsáveis pela excelente escolha do percurso.


Com partida marcada para as 9h00, compareceram perto de 150 betetistas prontos para mais uma manhã de prática de BTT. O percurso de dificuldade média percorreu o monte das pedreiras e o penedo das letras, teve de acumulado cerca de 700 metros de elevação. O final aconteceu no Café Ribeiro (Garganta) onde foram servidas as famosas rabanadas acompanhas com vinho do porto.


Para acabar, de registar um valente tombo do Pedro Silva, que, mais uma vez, fez jus ao nome da sua equipa, os Kedas Bikes.


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sábado, 10 de dezembro de 2016

10-12-2016 Jantar de Natal KEDASbike

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A escolha do restaurante voltou a ser a Tasquinha do Zé, com o seu cozido fechado na pingadeira e no pão.
Depois de termos molhado bem a pomba era altura de molhar bem o estomago.
O contingente era grande fazendo lembrar os nossos primeiros jantares de Natal.
18 barriguinhas de fome, quatro amigos de Barcelos os Biclas08 foram os primeiros a chegar, Américo, António, Paulo e Guilherme já estavam no gin quando cheguei. PedroS, Nagy, Carlos Pereira, Faria, Rocha, Domingos (cunhado do Rocha) acertaram a hora e chegaram ao mesmo tempo. Tó, Tony, Rui, Joel, César, Mendes e Victor formam chegando.
A sala Mercedes feita propositadamente para o nosso grupo, estava mais iluminada, e o foco incidia no Joel que ia brilhando, estava fresco, não pedalou durante o dia e tinha energia de sobra.
Não sei como se consegue falar tão alto e ao mesmo tempo. Passamos o jantar a relembrar os nossos passeios e jantares antigos. Alguns são já são hits e em todos os jantares são relembrados.
Além de ficarmos todos com uma barrigada de cozido, (que estava fantástico como sempre) os abdominais e os músculos da cara levaram uma valente coça de tanto rir.

10-12-2016 Sombras Gerês (molhar a pomba)

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Este ano o passeio de natal do grupo KEDASbike foi uma ida às minas das Sombras no Gerês. No fim tomar banho na lagoa de água quente e molhar a pomba.
Os escolhidos a dedo para o passeio foram: Nagy, Carlos Pereira, Rocha, Pedro Faria, Rui, PedroS e Mário, o Joel e Nelson com falta de pulmão e pernas desistiram um dia antes (leia-se: não aparecem aos treinos ao domingo e depois…) o ano passado o contingente de Kedas era maior, o que fez o passeio mais Kedista, com mais cor e com mais empenados.

O ponto de encontro com arranque concluído foi o definido, no fim passávamos para carregar o Mário pelo caminho, mas… o Carlos Pereira esqueceu-se do Impermeável/corta-vento e passou por casa, o Rocha esqueceu-se de tudo e passou por casa, o Rui foi buscar o carro dele para não irmos muito apertados e passou por casa. Já chegamos a Torneiros com uma hora de atraso, que fez falta no fim para nos preparar para o Jantar de natal KEDASbike.



Das lagoas de água quente em Torneiros até à Portela do Homem, escolhemos a trialeira a subir, sempre dá para aquecer e ver se as costelas do PedroS com duas semanas após uma keda sobre as mesmas, iam aguentar. O andar bastante combalido nestas duas semanas não deixavam boas sensações.
O Nagy tb andava à rasca das costas, depois de fazer um teste drive numa bike em formato pau. Pelo caminho fizemos um desvio para visitar uma cascata, mas o tempo não tem enviado muita chuva, não estava a vomitar água como de costume nesta altura do ano, antes a escorrer pelas pedras abaixo.
De volta à trialeira, um desequilíbrio para o chão e as costelas do PedroS avisavam que se continuasse, o dia ia ser longoooo. O Nagy já pensava em desistir e aos 6km mudamos da trialeira para o estradão até à Portela do Homem.


Ao chegar à fronteira com Portugal o Faria apresentava-nos um ST made in Serra Amarela, mas menos ciclável ainda, o que ajudou o PedroS e Nagy andar com a bike ao colo, dasseee. Ai! Ai! Ai! Que me doí. Olha para a paisagem que é fantástica (dizia o Faria), sim tinha razão mas as dores estavam lá. Até encontrarmos uma ponte em madeira sobre o Rio Homem foi dureza. Depois sim, já se conseguia ver a deslumbrante paisagem outonal, caindo flocos castanhos das árvores deixando o trilho pintado de castanho. O verde tb estava em força em algumas zonas, não estivéssemos no coração da Serra do Gerês, acompanhados pelo Rio Homem. Fizemos um pouco de treino de fuzileiros a arrastar a bike entre árvores caídas, por já não se aguentarem em pé, e até nós estávamos a fazer algumas vezes de árvores caídas…

 

O Rui tentado tirar uma folha da roda enquanto sacava um cavalo cai para trás, deixando o quadril esmagado, o camelback protegeu as costas e foi a gemer até ao fim do passeio (passados dias, conclusão da keda: “Rodei 2 vértebras  e desloquei o coxis”). Já estavam três empenados no grupo, o Rocha já contava com três desmontas rápidos da bike pró chão e o Carlos Pereira já levava uma tb. Isto em 9km, boa média. O Mário ia avisando que passeio para ele tem quase sempre keda.


De volta à fronteira da Portela do Homem para descer um 1km em alcatrão e subir durante 10km em estradão, desnível de 400m, até avistar o Vale das Sombras. Nada de dificuldade, mas o Rui já sentia os músculos a quererem ir embora aos saltos.


Ao avistar o Vale das Sombras, lembramos que realmente é dos vales mais bonitos cá do nosso burgo, avistávamos ao longe o recorte do ST das Sombras ladeando pelo Rio Vilameá. Este trilho já vinha fisgado no Faria desde inico para o fazermos hoje, mas as costelas, as costas, o quadril estavam com muitas dúvidas. O Faria ia deixando alento dizendo que estava limpinho e desimpedido e como se via bem a 500/600m de distância o quão limpo estava o trilho. A vontade do PedroS era grande mas tinha medo de não conseguir tirar proveito do mesmo. Fez uma contra proposta, subiam até às minas das Sombras, e depois sim, continuavam no ST. 
Proposta aceite pelo Faria, ia quem tivesse vontade. Nagy (à rasca das costas) e Rui (com Cãibras e quadril empenado) ficaram na entrada do ST os restantes fizeram uma subida à lá Serra Amarela, dura e dura, e algumas vezes com ela à mão, mas lá chegamos ao destino. Já não apanhávamos sol e o vento fazia amplitude térmica aumentar o frio. Ficamos uns escassos minutos a apreciar as vistas. Depois foi descer durante 10km para vencer um desnível de 750m. FANTÁSTICO


A descida começou com pedras soltas de todos os tamanhos e feitios, mas ia dando para estar em cima da cabra e a descer (às vezes não!!! Era para o chão), as costelas não estavam a gostar mas o restante corpo estava a delirar. Chegamos ao local onde estavam os outros dois espetros e só vimos a inscrição no chão “já fomos” com uma seta a apontar para o ST das sombras.
Aproveitamos para reforçar o estomago, sentados apoiados numa encosta onde o vento não conseguisse pegar-nos. Foi comer rápido e apontar a bike para a seta e começar uma nova experiência cósmica. Muito pedra e muita pedra e zonas que o limpinho, limpinho a 500/600m de distância não era tão limpinho como se pensava e a bike nos primeiros km andava ao colo, aos saltos. A vista era deslumbrante e o V do vale estava bem presente, olhavas para a esquerda ou direita e tinhas sempre onde pousar o olhar. A esquerda com o Rio Vilameá era a mais privilegiada mas também a que exercia mais atenção, não vá a keda para a escarpa bem acentuada em algumas zonas. Íamos agrupando e descansando, as costelas. 


Pensava eu que a zona mais difícil tinha ficado para trás, mas o ST continuava e perto de Vilameá fizemos um corte e saímos do ST para mais à frente voltarmos a entrar. As curvas, os Ss, as descidas com ganchos, as pedras carregadas de musgo tinham arrebentado a última capa que segurava as minhas costelas. A descida era fantástica e tentei desfrutar ao máximo. Os amigos de viagem mostravam entusiasmo, com a roda da frente sempre a tentar entrar em primeiro nos trilhos enquanto íamos agrupando, estava contente por ver o ar de satisfação. O Rocha já comentava que começava a ficar farto de tanto descer, o que deu risada geral. O Mário já com a premonição da keda dele no corpo e algumas folhas amarradas ao casaco, o Nagy assistiu de camarote atrás.
No fim lá fomos molhar a pomba e abastecer num tasco que não cheirasse a fossa…
Siga para o jantar de Natal KEDASbike que se faz tarde…

Restantes vídeos



domingo, 13 de novembro de 2016

13-11-2016 Sem Medo btt (5º S. Martinho)

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Carlos Pereira, Rocha, PedroS e Nelson com inscrição feita há algum tempo, Nagy e Rui foram sem dorsal (decidiram ir nos últimos dias).
No nosso ponto de encontro PedroS chega com uma 29” para teste e o Rocha chega atrasado já com um furo. Deu para encher de ar e arrancar, mudava-se a câmara-de-ar enquanto estávamos à espera do arranque.
9.00h era a hora marcada para o arranque mas a meia hora da praxe de atraso já contabilizada para estes eventos tb fez a sua presença.
Com duas voltas de passagem na meta, para logo entrar nos trilhos. O Nosso grupo de inico ficou partido e com a primeira subida inclinada nos primeiros km, mais atrasados iriam ficar.
PedroS e Rocha iam em modo económico nas subidas e planos, e nas descidas só utilizavam os travões quando necessário. E na primeira descida o PedroS deixou embalar a 29”, e que embalo, que a curva foi feita já em corta mato, parecia um cavaleiro montado no cavalo num rodeo, e só quando voltou a entrar no trilho é que o cavalo se acalmou. (que sorte)


A organização conseguiu a chave do portão de duas quintas por onde passamos, e assim possibilitou-nos apreciar a beleza interior que vista de fora não fazia adivinhar.


Os restantes Kedas estavam atrasados e mesmo em modo económico, parando algumas vezes para deixar espaço nos ST, eles se aproximavam. Parar mais uma vez até eles aparecerem, o Carlos Pereira já se avistava seguido pelo Nagy. Do Rui sabia-se que estava a ficar com cãibras, e ainda nem a meio íamos. O Nelson vinha acompanhar o irmão num ritmo ainda mais lento. Decidimos voltar aos trilhos.

 

O Monte da Saia era onde íamos fazer o maior acumulado no percurso, tendo em conta  os km já feitos e acumulado. Subidas curtas, a estirada estava para chegar e já se via muito DH monte acima em peregrinação.
Chegávamos agora ao topo do Monte da Saia, e a expetativa para que lado iriamos descer era grande, podia haver novidades frescas. Este monte para o nosso grupo é um mistério, conseguimos subir e descer sempre por trilhos diferentes e se quisermos repetir nunca é igual. Com a 29” esperava não ter muitas filas para ver com se portava a descer. Começamos por descer entre dois penedos, com pendente acentuada e com um salto com pouca receção, era assim que a conhecíamos (a subir).


 Depois de ver uma ponte fiquei mais tranquilo, mas o entrar no ST entre árvores, a rapidez da 26” fazia falta. Nas zonas um pouco mais largas, o drift começa a sair e a bike vai começando a fazer parte do piloto, mas o trânsito estava a estragar a química entre os dois seres.
Deu para gozar o passeio e mais umas alternativas ao nosso monte unicórnio.

Restantes vídeos
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sábado, 5 de novembro de 2016

5-11-2016 XVI Manobras

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Mais um Manobras com a nossa participação. O nº não engana, este é o XVI Manobras. Participamos em muitos e não me recordo em quantos já participei.
Este ano os Kedistas Nagy, Rocha, Pedro Faria e PedroS, mais o amigo Mário chegaram ao ponto de encontro no Xilas pelas 8.00h para arrancar às 8.15h, com o bem alimentar pedido pela organização.


Arrancamos por Calendário e Vilarinho das Cambas, o tempo estava a portar-se bem, a chuva prometida para as primeiras horas do percurso não apareceu, o que é sempre mais agradável. Desagradável era agora o excesso de roupa .
Fomos apanhados pelo grupo do Eurico e do Ricardo e Cª Lda, e a nossa média subiu consideravelmente, mas o elástico estava prestes a partir e começámos a por o descanso e reduzir a velocidade. Pior para eles, perderam-se mais vezes.


O Nagy como anda sempre com pouca água parou para abastecer na junta de freguesia das Carvalhas, tinha ido à frente para adiantar serviço ou pensava que nós andávamos pouco. Passamos por ele, avisado previamente que não se espera por quem leva 0,5L de água e está sempre a parar à procura dela com uma vareta na mão. Como não nos conseguia alcançar, fomos reduzindo a velocidade até parar à espera dele. Aproveitamos para carregar o estomago e arrancar devagar, para a escassos metros sentir o cheiro das bifanas e ver o logotipo do Clube BTT Famalicão. FESTAAAAAAAA


Enquanto “atirávamos” as bikes para o chão já o Eurico e Ricardo e Cª Lda deixavam o repasto. O cheiro a bifanas limpou logo o sabor da barra comida há 3 minutos. Havia um belo banquete à nossa espera. De bifana numa mão e cerveja na outra ia apreciando as sobremesas com os olhos… e todas com bom aspeto! Isto sim é puro btt…


No monte de Midões já conhecido pelas subidas, desta vez, a descer não custou tanto. Pelo meio cruzamo-nos com o amigo Manel Martins dos Biclas08, no quintal dele a treinar. E em sentido contrário o… Ângelo??!!!!!
Com sensivelmente metade do percurso já concluído, o alto do monte de Bastuço era o que se seguia, e o síndrome do km 40 já estava instalado no Rocha que já ia fazendo DH monte acima. No alto, já com 45km, corta para casa para ajudar o Zé na preparação do pica no chão que estava combinado para o fim do manobras.

 

Na praia fluvial de Arnoso, o Mário acha que os rolamentos da roda da frente não vão aguentar, e a subir para a Ermida o drop out parte. Sem drop out suplente single speed era o remédio. Resolvemos o problema e arrancamos para nova avaria, o eixo traseiro bloqueou tirando a roda do chassi do quadro, o drop out já tinha arrebentado por esse motivo e não tínhamos reparado.
O Mário é evidentemente vidente e previu essa avaria, mas na roda da frente. Uns km com a bike à mão até aparecer um arruamento e ligar ao Rocha para o vir buscar. Continuamos os três até ao final com o pica no chão no pensamento.
Mais um passeio à Manobras = excelente, e tudo isto é bom lembrar, GRATIS!

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sábado, 22 de outubro de 2016

22-10-2016 NGPS Amarante (trilhos da juventude)

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Depois do ano transato estes trilhos nos ter deixado boa impressão, Nagy e PedroS voltaram aos trilhos da juventude.

Arrancamos cedo, e logo nos primeiros metros de trilho fomos brindados com um cartaz a dar-nos os bons dias, colocado pela organização.


O primeiro momento zen em cima da bike coincidiu com a primeira descida, ainda não estava quente e a organização já provocava espasmos ao corpo. No fim da descida a espera pelo Nagy já era longa e fui avisado por outros colegas que vinham a descer que ele tinha furado. Dasse o dia tinha começado bem, com dificuldade para encontrar o secretariado e agora um furo em tubeless… ter de subir isto tudo, e lembro-me bem o quanto era inclinado. Pronto lá vai o SOS. Quando cheguei lá cima (estourado) o Nagy já tinha o pneu fora e estava a começar a tirar picos no pneu. Já não furava há muito tempo e em cada cm2 havia um pico. Mais de meia hora para tirar os picos todos… haja paciência e o dia está a começar…


Mais um cartaz a informar o nome do trilho, “Trilho Parte Raios”, um nome sugestivo para a quantidade de pedra, tanto a subir como a descer. PedroS ao tentar trepar uma das lages graníticas dá uma joelhada na manete da mudança partindo o apoio. Ficava assim sem poder mexer no desviador do pedaleiro.
Na cabeça já estava destinado desistir, e vem a frase icónica “prá mim o monte acabou”. O Nagy como um ancião sábio diz –“ calma… eu tenho youtube” pensava eu que não adiantava nada, começou a mexer e segurando a mudança dava para o desviador trabalhar, mas não era sistema, sempre que precisasse de alterar a mudança tinha de parar.
Enquanto descia já pensava em voltar para o carro e ainda só tinha feito 8km, mas… vamos persistir e arranjar mais um desenrasque. Com abraçadeiras e fita isoladora, lá ficou um pouco melhor. A desmultiplicação não exercia muita força, mas a subir a mudança o esforço era maior e a ajuda da outra mão era imprescindível. Pedalar e usar o menor nº de vezes possível para não arrebentar tudo.


Os trilhos estavam interessantes e tentava abstrair-me do azar e usar as pernas como mudança.
Um sofá no meio do trilho, simplesmente arte, o enquadramento, cor, o ambiente (sim esquece a mudança) os bettistas com duas perspetiva do sofá, passando por tás e subir gradualmente até o presenciarmos pela frente, olhar para ele ou simplesmente sentar para ver quem passa.


O trilho continuava a surpreender em paisagem e kedas. Como o sol não conseguia penetrar na vegetação e eliminar o verdete das pedras, as escorregadelas para o chão eram em catadupa. Uma ponte a embelezar uma travessia de um rio que não dava para apreciar, não vá tomar banho ao mesmo tal a disposição da técnica ponte.


Tivemos direito a uma Fun Zone, os trampolineiros a tocar e um quarto montado com cama e roupa lavada, tapetes, mesinha de cabeceira e uma verdadeira janela com uma vista do tamanho do mundo.
Com 25km decorridos foi subir até aos 850m de altitude e alcançar o topo nos 42km, pelo gráfico a partir desses km era praticamente a descer.



YUPI… descer… cá vai… e um trilho rápido para dar sabor à média, com algumas zonas bem inclinadas, outras onde podias levantar voo, foi curtir até chegar à estrada.
Já nem me lembrava dos azares para trás. Ganhar ar e 100m depois voltar a entrar em trilhos a descer bem, estava mesmo a curtir até ouvir o Nagy a dizer que tinha perdido o tlm. Dasseeeeeeee mais uma P”#$  de uma F&%$#”. Só espero que tenha sido perto se não estamos F”#$S.
A cada colega que passava perguntávamos se tinha encontrado um tlm, cortando a curtição da descida a quem vinha em sentido contrario. Eu e o Nagy íamos ligando alternadamente para ver se alguém atendia, mas nada, o tlm devia a estar a contar quantos bttistas passavam. Ao perguntar a um colega este respondeu que até achou estranho ouvir o som de um tlm no monte sem ver alguém por perto, mas como era a descer podia ser o vento. E pelas indicações ainda tínhamos de arrastar a bike durante alguns km e tentar não levar com nenhuma bike em cima, era sempre um suponhamos encontrar o bicho.
Com estas modernices de tlm não haveria maneira de encontrar o animal perdido? Parece que tinha de ter o mesmo software o que no nosso caso era afirmativo. Lá pusemos o meu bicho a farejar e indicava que o animal perdido estava a +600m para cimaaaaaaaaaaaa, já fartos de arrastar a bike e pensar no atraso que já levávamos, começava a marreta a massacrar o cérebro. Arrastar a bike monte a cima e pensar que ainda há pouco tinha passado ali a uma velocidade totalmente diferente… mais uma olhadela ao bicho e avisava que estávamos perto, 300m e mais 15 minutos e mais uns 10 minutos e o bicho dizia que estava na área, porreiro… agora é só farejar e esperar que tanto esforço o bicho não esteja morto.
(1.01 minutos do vídeo) Estava o animal em cima dum tufo de erva fresca como se estivesse a pastar, com uma vista privilegiada em cima de uma curva com vista para o trilho e para a descida que tanto custou a subir. Mas estava intacto, o que ajudou a amaciar a consciência.
Aproveitamos para comer e apreciar a paisagem e ver quem passava, íamos voltar a curtir as descidas.


O entusiasmo a descer já não era o mesmo, com mais uma descida rápida os índices de boa disposição vão voltando aos poucos.
Já perto do final km 52 uma ascensão que deixou muita gente morta ao lado da bike monte acima com bttistas dos 45km já completamente zambis. No fim da subida um cemitério e fez-se luz, 1km com um ganho de elevação de 130m+ e com pendentes nos 30% deixou muita gente entalada.
Agora sim, era praticamente a descer até ao fim e fazer km rápidos. Uma boa descida para adrenalina entrar mas logo estagnar atrás de um trator descida abaixo. Sem alternativa possível de ultrapassagem. Depois foi rolar ao longo do Rio Tâmega até chegar a Amarante


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sábado, 8 de outubro de 2016

8-10-2016 Serra Amarela

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Serra Amarela, a minha genius ainda não tinha conhecido esta serra e eu já há alguns anos que não passava por lá. Em conversa com o Faria ao longo destes últimos meses, ficamos com intenção de este ano colocar um marco nesta bela serra. O track que arranjamos precisava de melhorias, cortar alcatrão a mais e passar pelo ST da Ermida e Germil (calçada).
Com pedidos de track a colegas de btt, o Miguel Martins arranjou a cereja para o nosso bolo, mas tb o quis comer. Escolhemos o dia 8 de Outubro para a investida.
Saímos de Famalicão pelas 7.00h (ou tentámos) Abílio, Nagy, Pedro Faria, Rocha e PedroS, apanhávamos o Mário em Braga, e o Miguel saía mais tarde para nos apanhar pelo caminho.
A viagem estava a correr bem até o Nagy se lembrar de ir conhecer Arcos de Valdevez em vez de ir para Entre Ambos os Rios. O Miguel que saiu mais tarde, chegou mais cedo ao ponto de encontro.
Arrancamos os sete logo a saber o que nos brindava o dia, subidas, subidas técnicas, calçadas e paisagens com muita montanha.


No Lindoso com uma vista fabulosa aproveitamos para vindimar uvas americanas, e assim fazer a visita da praxe ao recinto do castelo guardado por um nº considerável de espigueiros, que nos incentivavam a marchar em cima da bike até ao topo da Serra Amarela.
Arrancava-mos a 450m de altitude para chegar aos 1350m com um ganho de elevação de 900m+ em 13,5km. Subida feita com vista para a barragem do Lindoso sempre em crescendo, deixando os olhos carregados de beleza. Assim a subida em estradão não cansou muito, a não ser o último km com um ganho de elevação de 150m+, o chamado MURO, e que belo muro.


Do alto da Louriça a paisagem era deslumbrante, estávamos no topo SE onde só a vista é que cortava a linha do horizonte, deixando uma imensidão de terreno navegar na imaginação em cima da bike. Ao visualizar o vale de acesso aos Carris, veio à lembrança a caminhada deste ano, e ainda deixou a nostalgia do banho na lagoa… tb foi um belo passeio em caminhada.
A descida do Muro/Louriça durante 11 minutos deu para perceber a altitude em que estávamos, o tempo que demoramos a descer/subir, aproveitando para ver a paisagem em sentido inverso ao que tínhamos feito a subir.


Antes de chegar à Ermida ainda deu para aquecer num trilho verdadeiramente nosso, como o assumimos. Pedras, regos, calçada, água, vegetação, paisagem e outras bikes, assim fomos percorrendo o trilho ao som do gosto que temos para o trilhar, foi uma excelente entrada para o que aí vinha, e sempre dá ânimo…



Ganhávamos ar para chegar a aldeia da Ermida e ver o que O ST trilho/calçada/geira nos ia proporcionar. Na aldeia parámos para encher a mula e confraternizar com os nativos. Apalpar o físico de cada um para ver como estavam para os restantes km.
Direcção  geira da Ermida, aqui vamos nós. Começamos a descer e deparamo-nos com um vale sobre um rio. Aqui ou ali, ou curva acolá, parávamos a apreciar a paisagem. A descida era dura, acentuada, exigente e algumas zonas perigosas, com curvas a fazer praticamente os 360º e inclinações com o rabo a tocar na roda traseira. Mas tudo era deslumbrante. A chegada ao fim do ST acabava numa ponte onde todos viemos desaguar, uns mais felizes do que outros. O Velho Ansião acompanhado de dois cães descansa à sombra de uma árvore, conta-nos estórias do dia e como o casal que passou por nós na descida ia a sofrer para fazer a subida. São contingências da vida.
O Abílio e o Rocha estavam satisfeitos e pelo km 50 atalharam para o carro. Os outros ainda tinham mais umas contas ajustar com a outra calçada de Germil.
Apontamos as bikes em direção a Germil e ligamos o turbo. Não se sabe bem porquê mas tive a noção que ao apanharmos o alcatrão o pessoal pensou em o derreter em cima da bike. Depois da coça que já tínhamos levado… a subida até Germil durante 6km… com o calor a degastar-nos foi a pancada final. Mas para ajudar, em cinco só um é que ficou com o track, os restantes gps tb ficaram todos rotos. Deu para ver e descansar no fojo do lobo de Germil enquanto tirava a foto.
Tentar comer alguma coisa já era um sacrifício, não apetecia nada com sabor doce ou com formato de barras. Fino foi o Miguel Martins que leva sempre comida do lume na marmita, e sobremesa, fiquei com os olhos em bico… pudim abade de priscos. Sim era doce…



Começamos a descida com tapete verde a forrar os lados das pedras da calçada numa zona arborizada onde a água fazia o seu trilho, para logo se transformar nas descidas mais lentas que fizemos até à data. Os braços já não aguentavam as ritmadas pancadas que o trilho nos ia fustigando. A descida foi feita sempre a nos podermos ver sem nos afastar, visto a complexidade do trilho e a sua morfologia, e claro um gps para cinco.
O Miguel escolheu o dia para levar uma “RC 26” para testar, e testou uma saída pelo pára-brisas da bike, ao levantar-se desanimado dizia que já era a quarta vez. Dassse P“#$%   e as zonas eram sempre boas para cair, sempre com muita pedra à volta.


Este trilho até tinha zonas cicláveis e outras zonas mais cicláveis e ainda outras zonas bastante cicláveis. Mas havia zonas que conseguias descer sem partir os dentes caso os deixasses em casa na mesinha de cabeceira. Mas… era a descer… e a subir para Germil  ia o dobro mais rápido.



Agora parecia que ia ter cãibras nos peitos, ou então sentia as mamas a baterem-me nos olhos tal era a trepidação, ou já confundia o suor a escorrer por dentro dos olhos. A calçada mais uniforme apareceu para o fim mas o fim tinha começado no início.
Acabando esta geira era regressar ao carro, ficamos todos batidos e centrifugados muscularmente falando, no fundo, F”#$%&.
No final um desaguisado de pessoas do mesmo sexo bttista, o cansaço e a falta de açúcar deu azo a discussão por… (º) mas no final a paz e empeno anunciado foi convertido num belo naco de carne acompanhado de um arroz de feijão. Paz à alma da vaca.