sábado, 9 de setembro de 2017

9 de Setembro 2017 NGPS Benfeita

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NGPS desta vez foi nas asas do açor para o centro, Benfeita era o pouso. Duas horas de viagem acompanhado pelo Miguel Martins…ui… vou ter que dar mais ao canelo com a companhia dele.
Quatro dias antes estava só para a viagem até Benfeita, um encontro de 1º grau na ciclovia com o Miguel enquanto nos cruzávamos no treino, deu para saber que íamos os dois participar no NGPS, mais vale ir a conversar do que a cantar a viagem toda só :). Ficou ali tudo marcado para a saída no sábado de madrugada.
Chegamos a Benfeita pelas 7.30h, no levantamento de dorsal encontro o Tó (de Tábua), o Miguel tb vai encontrando alguém, o relógio vai andando e o arranque em cima da bike deu-se pelas 8.15h.


Já tinha estado na Fraga da Pena há uns 20 anos atrás numa visita a Tábua, mais alguns anos passados noutra visita já de bike, fui conhecendo alguns trilhos até conhecer esta maratona e participar desde 2011, repetindo algumas vezes os trilhos ao longo dos anos.
A Serra do Açor, eu sabia que era por ali que morava, mas nunca tinha batido à porta nem sequer entrado. Por isso a expetativa era grande conhecendo bem os trilhos de Tábua, Benfeita ficava logo ao lado. Os 64km e 2000+ de acumulado, apresentados pela organização era um bom aperitivo para as pernas, mais a informação de alguns ST pelo percurso fora YUPIIIIIIIII.


Começamos a pedalar e aumentei a resolução do GPS para 12m tal era a quantidade cortes e cortinhos, desvios rabiscados por cima de uns curtos muretes. Isto promete…se começa assim… vai ser bom e arrebentar depressa D#$%&. Custou aquecer, ou melhor aquecimento à pressa com picadas curtas mas bastante inclinadas, forçando atenção em alguns taludes acentuados pelo desnível com algumas zonas técnicas espalhas pelos ST nestes primeiros 5/6km.
Uma figueira no trilho! Vamos ver se os figos são bons, fomos provando os figos até onde os braços chegavam e confirmava-se, eram todos saborosos. Mais à frente temos uvas, uma vindima simples, tirar um gaipo e pedalar. Com esta companhia os trilhos ficam sempre mais limpos :), se está no caminho… é para comer :).
No primeiro pico ficavam 20km para trás, descer até à aldeia Pai das Donas (um nome bastante subjetivo) aí descobri que me esqueci de colocar o dorsal. (Isto de dormir pouco…)


O terceiro pico, dos mais altos, ficava ao km 33,  já na Serra do Açor em direção à aldeia Relva Velha com placas repetidas no percurso de indicação Mata da Margaraça, Piodão e outras tais, dava noção ao Miguel que andávamos sempre à roda. Eu não sentia isso mas sentia bem as pernas, mas a companhia dos carvalhos, pinheiros, castanheiros, etc e tal faziam esquecer que estava a subir. Não vi eucaliptos ou não saltaram à vista, o que é sempre bom já que na minha “aldeia” é a base.
A aldeia da Relva Velha tinha uma espetacular janela, uma vista, um miradouro ou simplesmente um banco sobre a Mata da Margaraça. Dá para estar lá algum tempo só para observar.


Chegávamos ao topo do percurso 40km já feitos, e pelo gráfico eram quase 10km sempre a descer o que é bom no comer km.
Começamos por descer em direção a aldeia Moura da Serra, atravessando-a para a bike entrar em mais um ST e apreciar o relevo do terreno, com descidas e subidas “ascendentes” enganando as pernas. Mais à frente uma descida em tipo corta fogo bastante acentuada sem piada nenhuma, só para ganhar velocidade e vencer rapidamente a altitude ganha. (no final ao falar com a organização disseram que andaram a desflorestar aquela zona e não dava para melhor :)


A alegria voltou depois de quase ter feito um birra com a descida enorme em estradão, uma porta para another ST mesmo encostado a Benfeita, com 50km comidos. Este descia, subia, era dura como o xisto que calcávamos, e a noção que tinha era descer 150m para subir 300m. Já começava a sentir o homem da marreta. Os ST quando estou perto de rebentarrrrrrrrrrr ainda dão gozo mas tb dor de pernas.
A zona mais técnica do percurso estava no km 52, passar entre casas, descendo escadas assimétricas num carreiro estreito, com algumas receções fora do trilho com keda a 1.5/2m de altura, como ainda tenho os dentes originais e cu, desci da bike em algumas zonas. No final para acabar uma valente picada, só esperava que a roda traseira resvalasse para ter desculpa para ir ao lado da bike a fazer DH, ou peregrinação, ufa! ufa! ufa!
Mais um ponto turístico a visitar ou rever, Fraga da Pena. Eu e o Miguel tínhamos calções no camelbak para o banho, mas à hora que chegámos com o tempo ventoso, frio e a pouca água na cascata, fez abortar a ideia. Nas mesas fizemos um piquenique com o que levamos para comer e retemperar as forças. Mas o voltar a montar na bike já me doía… a consciência…


Subir até à aldeia de Pardieiros e continuar a subir até Sardal e mais uns ST fantásticos descendentes ou nem por isso, inseridos numa paisagem e relevo assinaláveis onde os travões e o abdominais trabalhavam em sintonia nas curvas. A força muscular estava a desaparecer para ficar só a mecânica, o ultimo ST em descida serpenteado com curvas em graus acentuados que derreteram os meus abdominais todos ficando as ultimas curvas feitas à mão, respirando para pegar na bike. Para finalizar e ver se os bttistas estavam em boa forma, uma passagem estreita encostados ao muro do lado direito, e uma possível keda do lado esquerdo que ia alternado a altura conforme te apetecesse ou acontecesse a tal keda. O oxigénio já não era muito e estava todo F”#$%. Mesmo ao acabar encontramos pessoal de Famalicão, os Floresta BTT, e ainda houve força para pegar na bike e ir visitar a torre da paz.

O percurso foi muito bom com paisagens e flora de encher o olho e as diversas aldeias que visitamos ou passamos ao lado, tipo rosa dos ventos, deram-nos as perspetivas diferentes das mesmas. Numa zona serrana, ver as aldeias colocadas no meio do verde dá uma sensação de paz, não sei se foi por isso que Benfeita tem uma torre de homenagem à paz, mas faz sentido. A quantidade de ST de qualidade e alguns técnicos deixa sempre vontade de ir para trás para os refazer. Uma das caraterísticas deste trilho foi fazer muitos km em encostas dos diversos vales que passamos deixando a vista ao longe poisar. Muito bom!
E a quantidade de estrangeiros que ali se vão encontrando….
Foi muito bom tirando o estradão que falei, mas já foi explicado.
De salientar que deu diversos acumulados que iam de 2000+ a 2700+, a mim deu 2700+ o meu STRAVA tb sentiu as minhas pernas…

2 comentários:

  1. Excelente relato. Parabens Pedro, além de um puro "bttista" és um excelente cronista.
    Abraço

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