sábado, 1 de dezembro de 2018

1 de Dezembro 2018 Passeio Natal KEDASbike Sombras Gerês

clica na foto para aceder à galeria

Às 7 da manhã na N14 em Famalicão, era o nosso ponto de encontro para arrancar. O carro do Carlos Pereira com o Joel e Hugo chegavam depois da hora à casa do Nagy, já com o Rocha e PedroS à espera. Mais à frente o Rui já devia estar a olhar para o relógio, estava em sistema apartheid.  Queria ir sozinho ou queria vir mais cedo do passeio. O Joel era o organizador… e chegava fora de horas.
Seguimos em caravana, com o atraso optamos por ir pela A3 até Arcos de Valdevez. Rocha e PedroS estavam com dificuldades em escolher a trajetória até o Carlos Pereira decidir tomar as rédeas da caravana. Conhecia bem a Carolina Herrera como a palma da sua mão esquerda, ou direita. Ficamos na dúvida depois de andar às voltas na rotunda e fazer umas inversões de marcha. O Rui continuava no bom caminho em direção a Lobios, Espanha.
Este percurso já o tínhamos feito em 2012, fazia neste dia exatamente 6 anos, e com o desempenho dos Kedas poderia haver algumas alterações.
O Novato de Lisboa, o Hugo, ia experimentar um trilho mais exigente, física e técnica. Estava em grande “forma” tinha feito treinos específicos no sofá.


 Arrancamos com um pequeno aquecimento ao longo do Rio Caldo, uma breve visita à cascata. Depois foi trepar e trepar, o Hugo ia fazendo uma caminhada a subir ou DH, dizia que havia muito oxigénio e não estava muito habituado a tanto exagero por cm3.
Depois de subir tivemos direito a descer, um ST que foi desaguar no famoso ST das Sombras, uma pequena parte que nos deixou gulosos…


Mais uma paragem para nos deliciarmos com a natureza, tinha produzido uma bela foto com a ajuda dos humanos. Sobre o Rio Vilameá uma ponte em pedra, ao lado um moinho de água semi-recuperado, estávamos a entrar no Natal e já tínhamos um presépio. Os Kedas faziam de figurantes 😊 Mais uns km a romper as pernas e um estradão para recuperar, entravamos na zona que sofreu mais alterações em seis anos, o alargamento de um trilho com o tapamento da geira tirou-lhe o encanto todo, ficando só a vista para a barragem do Lindoso.
Esta tb era a zona mais mastigada, os km demoravam a passar e eram duros a subir, todos fizemos uma pequena peregrinação a pé.
Mais um contratempo para quem não conseguiu atravessar o Rio de Lobios sem molhar os pés, não voltou a ficar com eles quentes.
18km feitos e praticamente o acumulado todo nas pernas, ficavam uns 250+ em 10km para dizer que não era sempre a descer.
Não deu para inventar, e optamos por descer o ST das Sombras, este trilho não o fazíamos há dois anos. E havia surpresas…


A entrada no trilho não deixava enganar o maçarico do Hugo, mas o Nagy confortava-o a dizer que aquela parte, era a parte boa. O Nagy não se enganou, e foi como entrar numa centrifugadora e ser bem abanado.Com algumas zonas em que não arrisquei descer em cima da bike, outras foram tentadas, umas conseguidas outras nem por isso. Cada um colocava o ritmo que mais lhe convinha, como o trilho era uns 75% em cima de pedras, ora escavadas pela erosão, umas soltas outras juntas a fazer um trilho em calçada portuguesa, muito disforme, onde os músculos iam mudando de sítio com a trepidação.
A paisagem ia vendo quando saia de cima da bike, não dava para desviar os olhos da quantidade de pedras, e escolher onde ia colocar a roda da frente exigia muita concentração.
Por duas vezes tive de sair da bike como deu jeito, usando tracção às quatro para não cair, ou saltado por cima do guiador e tentar não fazer uma entorse. Aí tb dava para ver a paisagem e ver quem estava para trás. À frente ia o Rui e numa ultrapassagem a este, numa boa zona tb com pedras, ao calcar um calhau fez a bike fugir para a direita, batendo com a roda da frente num pedregulho, levanto voo imediatamente, o instinto foi abrir braços e pernas e cair confortavelmente numa vegetação que nascia a um metro abaixo do trilho. Fiquei como numa poltrona virado para o Rio Vilameá, e para aquele bonito vale. Enquanto fazia as contas de multiplicar para dividir pela dor que estava a sentir, desconfiava que só tinha dor na coxa esquerda, tinha explodido nessa zona as calças e via-se uns arranhões com sangue à vista, devia ter batido com a coxa no guiador quando estava a ser cuspido de cima da bike, o que provocou a minha aterragem. Claro que com a adrenalina o riso saia bem alto, o Rui ficou indeciso se tirava uma foto ou impedia a minha keda no desconhecido, ele não sabia quanto tempo é que a vegetação aguentava, embora eu sentia-me seguro. Lá fui rebocado por ele até ao trilho. Entretanto chegava o Carlos Pereira mais o Rocha, tb eles vinham de algumas tentativas de keda.
Continuávamos da senda das pedras, mais à frente mais uma pancada no joelho, desta vez o guiador com o manípulo das mudanças, tirou-me o ar todo, tenho a ideia que estive quase a desmaiar de tão intensa dor, fiquei parado até ver o Nagy chegar, o Rocha e o Carlos Pereira já me tinham enxugado as lágrimas eu ficava para recuperar o fôlego.
Com a companhia do Nagy chegamos à ponte de madeira, o Carlos avisava que esta estava a cair, era melhor desmontar e ir amarrado ao corrimão lateral para não cair à água.
A Chegado do Hugo e Joel demonstrou a dureza o trilho, o Joel queria dar com a bike em quem teve a ideia de ir por aquele trilho. Só tinha uma bike e 4 gajos a encolherem-se.


A volta do astral deu-se quando fizemos a descida do calvário da Ermida da Nossa Sra do Gerês, ficavam as pedras para trás.  Mas o Rui ainda consegue descer um drop em égua durante uns metros sem cair.


Fizemos um 1km, parte do trilho final até Vilameá coincidente com uma parte do primeiro 1/3 do percurso, mas soube bem. Encaminhámo-nos até Torneiros na lagoa de água quente, fomos molhar a pomba e no fim tascar. O Rui tinha o seu apartheid e foi embora sem banho e sem lanche. Não podíamos demorar nem comer muito, tínhamos o nosso jantar de Natal com outros Kedas e amigos.

1 de Dezembro 2018 Jantar de Natal KEDASbike


clica na foto para aceder à galeria

 Mais um ano, mais uma tradição que o grupo tem mantido. Depois de um passeio de bike, só para alguns, o jantar de confraternização do grupo com alguns convites a amigos.
Dos que de manhã se levantaram cedo para andar de bike (Nagy, Carlos Pereira, Rocha, PedroS, Rui, Joel e Hugo) saiu o Rui e entraram o Locas, Tó, Tony, Faria, Mendes e o Marco.
Pelas entradas já se via que havia motas mais aceleradas que outras, e que o aquecimento ainda estava na primeira volta.
Na tasquinha do Zé, desta vez não deu para ir para o salão Mercedes, ficamos no privado, mais aconchegante.


O Zé fez uma surpresa nas entradas, fez um género de mexilhão em caldeirada que estava excelente, de molhar o pão no molho, presunto, pizza, bôla e não me lembro de mais, foram as entradas.
Agora quando sai o cozido a confusão instala-se, o Joel quer a todo custo comer uma unha de porco mas há gente muito rápida que tb gosta de unha de porco e… Joel vê a unha ganhar vida e bazar do prato dele para o PedroS. Abriram-se as hostilidades, e até o último sair, não mais parou.
O Cozido manteve-nos ocupados algum tempo, mas a boa disposição de alguns contagiava o grupo todo.
As sobremesas vieram para a mesa, as típicas do natal, rabanadas, Bolo Rei acompanhadas de espumante, mais Gin, Whisky, mais presunto que o Mendes se entreteve a cortar.
No fim ainda tivemos direito a strip-tease na privada, que ninguém queria assistir. dassseeeeeeeee

sábado, 3 de novembro de 2018

3 de Outubro 2018 NGPS de Gondomar



clica na foto para aceder à galeria
Tinha alguma expectativa em relação a esta edição em Gondomar, em 2015 tinha gostado acima da média. Convenci uns KEDAS a participar.
Pedro Faria, PedroS e Rui saiam de Famalicão e o Mário de Braga. A hora prevista para o nosso arranque era pelas 7.30h o que praticamente foi conseguido. Havia muita gente inscrita e o ideal era sair cedo.


Começamos por fazer um bom aquecimento de 3,5km estrada acima num ritmo muito baixo, o Rui já ia com a corda toda na liderança.
Entramos no monte entre ST e estradões até à aldeia de Couce, até aqui tudo bem em termos de trilhos. Depois foi subir em estradão com um início mais complicado para entrar em estradão até é ao topo do 2º monte, e descer em eSTRADÃO, em slalom, sem muito interesse. Um colega da zona de Gondomar que nos acompanhava ia informando que ali e acolá havia trilhos mais interessantes sem ser largar os travões e ganhar velocidade. São opções…
Começávamos outra vez a subir, e uma bem ranhosa em “cimento” com vista para a A41. O Faria está em forma e subiu sempre ao lado da “burra”. Mais um pouco de alcatrão e estradão e estávamos no 3º topo. No GPS aparecia mais uma vez “adrenalina ZONE”, não sei pq mas escapou-se-me a “ZONE” nem a vi, nem sei onde eles a encontraram. O Rui e o nativo de Gondomar cortavam para os 50km, o Faria e Mário ponderavam, e ponderaram bem, continuamos para os 70km.


Uma meia subida para podermos contemplar o Rio Douro, um bom sitio para o Mário furar, atestamos só o pneu. Mais uma “adrenalina ZONE” e desta vez com alguma razão uma descida rápida com algumas curvas que deu para chamar a Adrenalina.
Descíamos até à margem do Rio Douro, andamos uns 5km encostados à água, a ver os navios cima e abaixo. Uns ST para entusiasmar e trilhos de btt já com algumas zonas técnicas para acabar com o bocejo.


Deixávamos o Douro para trás, pela frente teríamos a última subida de registo, claro que o Faria andou a fazer DH subida acima, realmente está em “forma”.
Do Rio Douro até apanharmos a junção do percurso dos 50km, fomos calcando inicialmente paralelo e estradão em terra a subir. Faria e Mário já sentiam bem as pernas, ou a falta delas, pensavam no corte que podiam ter feito quando o Rui encurtou para o percurso mais curto.
Entrando na junção dos percursos até ao final (faltavam cerca de 20km), os trilhos começam a animar, e aí apareceu mais btt do nosso agrado.
Na visita à cascata dos 8 moinhos, um entusiasta ia dando força aos bttistas para fazer uma descida em cima da bike, uns iam conseguindo em cima da bike, outros iam conseguindo ao lado da bike e outros iam conseguindo arrasto ao lado da bike, aconteceu ao Mário e muitos bttistas que estavam na zona com muita terra preta amarrada aos equipamentos.
Na visita à estação elevatória o Mário consegue furar o pneu de trás, e as mudanças nunca mais foram as mesmas. As subidas ou fazia em esforço ou a empurrar a bike, estava numa espécie de SS mas com cassete completa, a transmissão é que não gostava de ser mudada.
A bike do PedroS tb começava a fazer-se de difícil nas mudanças mais leves, e com diversas paragens para tentar resolver esses problemas, o Faria ia dizendo que agora se sentia bem.



Uma parte final com alguns ST, trilhos, drops e algumas zonas mais técnicas que fizeram lembrar o de 2015, juntando a parte inicial e a do Rio Douro que tb foi bem agradável. Agora, descer continuamente em estradões em três picos…
No fim fomos petiscar à tasca do Mineiro em Valongo

sábado, 20 de outubro de 2018

20 de Outubro 2018 Manobras XVIII

clica na foto para aceder à galeria


O Clube de BTT de Famalicão proporcionou um passeio bem divertido em trilhos. Os Kedistas Carlos Pereira, Rocha, PedroS e Rui mais dois amigos Mário e Vasco, formaram o grupo para o Manobras XVIII. O Nagy tinha formado outro grupo com outro ritmo e com outra hora de saída.


No fim-de-semana que antecedeu o Manobras, a escolha dos montes por onde passamos levou-nos ao track, os primeiros km até Ninães foram praticamente idênticos, estávamos com mira. Os trilhos até ao Monte de Santa Tecla, alguns com subidas técnicas bastante exigentes e descidas de entusiasmar, demasiado, até o chão parecia aproximar-se muitas vezes do corpo. PedroS e Rocha mantinham o nome KEDAS no Manobras, mas sem consequências.
No topo do Monte de Santa Tecla, o reforço Manobras na carrinha conduzida pelo Sr que ao longo dos anos tem feito de aguadeiro do Manobras, pastelaria, fruta e água. Aí começamos a ver outros Manobras. Comemos o que nos apeteceu e mergulhamos descida abaixo. Trilho cheio de cascas de eucalipto e paus, o tempo tinha juntado algumas dificuldades de pilotagem.
Até à EN 206 ainda tivemos muitos pontos de interesse.


Chegávamos à zona das pedreiras, Airão, a água do camelbak entrava na reserva, e como se de teletransporte se tratasse, aparecia a carrinha do reforço para quem mais precisava, bastava falar e ela aparecia, no nosso caso foi assim😅.
Apontávamos a bike para o trilho que alguém batizou de Túnel, é dos melhores trilhos da nossa zona, muito divertido com zonas rápidas e outras para manter a velocidade. Tens muito que carregar nos cranques, onde podes fazer curvas bem em cima da parede.
Logo no começo o entusiasmo esvai-se, um grupo de motas de frente a subir, não deu para o susto, estava quase a levar com uma moto em cima. Já há algum tempo no mesmo trilho aconteceu a mesma coisa, mas anda a correr bem.
Quando chegamos ao alto da Portela e começamos a subir para o Penedo das Letras, os músculos abandonam o corpo do Rocha, sim eu sei, passamos por uma estrada de alcatrão que era sempre a descer e vai dar a casa dele. E foi o primeiro do grupo a cortar.


Não chegamos ao topo do Penedo das Letras, a organização foi amiga. Ladeamos o monte por Guisande, andando encostados a A3 até praticamente sair na saída de Cruz, mais uma estrada larga, o Rui põe o identificador e recalcula para casa.
Carlos Pereira, Mário e Vasco deviam ser os que menos tem andado de bike este ano, mas mantiveram-se agarrados à cabra até ao fim.
Nós seguíamos para Lemenhe e o Joel (não é o nosso) saía de casa para começar a fazer o manobras, trabalhou de manhã e treino de tarde, informávamos que o passeio até então estava a ser bom. Ele seguiu o ritmo dele e nós o nosso.
Jesufrei, Cruz e Lemenhe eram as freguesias que faltavam para praticamente por fim do passeio no monte, pedalamos os quatro pelo centro de Famalicão até ao fim do track.


Marcamos um pica no chão na Tasquinha do Zé, trocamos o Rui pelo Joel (o nosso).
E aí manobramos muito bem o almoço, no fim o Locas apareceu para a sobremesa. Momentos bem passados.