sábado, 15 de setembro de 2018

15 de Setembro 2018 NGPS Pinhel



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 Quando saiu o calendário NGPS, o de Pinhel e o Porto de Mós saltaram-me logo à vista. Era esperar que esses dias se mantivessem livres para poder conhecer a zona a pedalar.
PedroS e Rocha foram de véspera para assim acordar com mais energia, ou melhor, pensavam eles…
Ficamos hospedados na Encostas do Côa, e jantamos lá, levamos marmita para não andar à procura de restaurante. Estávamos em estágio, não nos queríamos cansar muito. O Sr José Fernandes (proprietário do hotel) deixou-nos jantar no bar, com frigorífico recheado de bebidas frescas, e uma montra de destilados à escolha, não se via sumos ou os olhos não os queriam ver. O Rocha esse grande desencaminhador começa a falar na cerveja, é só uma, dizia ele… acompanhamos a massa com a cerveja. A meio da cerveja, esta massa era um vinhinho a acompanhar, lá vem a garrafa. No fim de jantar era um Gin, para o fecho na esplanada virados prá piscina, o Sr José tb segurava o pálio, e ainda foi buscar mais um Gin para provarmos, vai ser bonito amanhã vai. Carpe diem.
Fomos de véspera para nos estragarmos, dormir pouco, e só arrancamos de bike às 8.00h.
No dia antes tinha avisado o Rocha se era para entrar nos copos não podia haver cortes no dia seguinte, nem desistências.


Começamos por visitar as ruas e ruelas do castelo de Pinhel, para logo entrar nos trilhos, a luz que emanava estava aprazível, e pensava… ainda bem que estou aqui…
O nosso grupo de dois, nesta parte inicial estava omnipresente com o do Manel, ou eles passavam por nós ou o contrário, e parecia que os trilhos estavam sempre apinhados, nem parecia que muita gente ficou em casa, estavam a perder um belo dia de btt.


O gps informava que estávamos a chegar ao ponto mais bonito do percurso, estava na hora de flashar. Realmente a curva era uma bela curva, dava para colocar bem os olhos sem pestanejar, não se podia perder nada, ao longe via-se uma parte da ponte medieval da Reigada que o Rio Côa segurava. 



Precisava de mais zoom para ver melhor. O percurso fazia-me essa benesse. Atravessamos uma ponte e entramos numa pintura de Vincent Van Gogh. O sol tinha queimado a vegetação tornando-a num amarelo torrado mais acentuado, ainda estava com pouca força e só transmitia uma luz ténue.
No meio da vegetação uma manada de vacas, demonstrava a mugir bem alto o desagrado de estarem a ser incomodadas por dois bttistas, que estavam a estragar uma obra de arte ao não pertencerem ao pincel.
Realmente esta zona era sublime, de uma beleza tal.


Em direção ao ponto mais alto do percurso, na Serra da Marofa acerca dos 1000m, rampa de 5km para fazer uns 450m+.
Para lá chegar tinha que se carregar bem nos cranques e guiador para nos mantermos em cima da bike, mas uns 300m a subir com muita pedra solta, sem nenhuma zona para colocar os pneus sem estes resvalarem… foi deveras difícil, mas o continuar a tentar vai moendo os músculos, que foram bem massacrados nestes 300m sem conseguir fazer uns 20m em cima da bike.
O percurso não nos levava até ao topo da Serra da Marofa, o que achei estranho, nem tão pouco ao Cristo Rei, mais uns metros e em companhia do António atingimos os metros finais da subida, o Rocha já vinha a sentir o Gin nos ossos, nem passaram para os músculos. A Serra da Marofa estava muito despida, e foi uma desilusão, salvou-se a paisagem ao longe.
Ao longe víamos Figueira de Castelo Rodrigo e Castelo Rodrigo por onde iriamos passar.
A descida pela Via Sacra foi um género de teleférico em S contínuos de se perder a conta e sem ficar enjoado, era só colocar os olhos na aldeia histórica.
No fim da descida o Rocha começa a dizer que se calhar não vai aguentar o percurso todo, bebesse água no dia anterior, a mim tb estavam a pesar as pernas e o calor já estava dentro do corpo.
A subida à aldeia de Castelo Rodrigo, o Rocha já só dizia o que lhe vinha na alma a pé.

Mais uma vez o percurso não nos levava para as entranhas da aldeia, mas sim pela sua periferia, mas nós batemos à porta e entramos, procuramos água, encontramos, abastecemos e repusemos mais alguma energia no estomago.
Entravamos numa zona rápida do percurso onde se fazem km rápidos, e o Rocha começa a dar sinais de luzes, começa a dar pisca, estávamos a meio do percurso quando o António volta a alcançar-nos. O Rocha diz que vai por estrada, não está aguentar, vai atrasar muito o passeio para eu ir com o António, separamos em Reigada ele apanha a estrada e faz mais 40km!!!?


O António tem mais km/h que eu, e a subir notava-se bem. Lá vou eu ter de sair da minha zona de conforto e puxar mais pelo corpo.
Em direção a Almeida uma descida a gosto, a subida que nos levava até almeida já estava a massacrar e ainda faltavam muito km com muito calor, e zonas frescas só debaixo de água, as sombras eram raras.
Chegamos a Almeida e o percurso já entrava no coração da cidade, aqui já se via bettistas NGPS, tirando a parte inicial com o grupo do Manel só tínhamos visto nem meia dúzia deles.
Paramos para repor líquidos e energia, mas o meu corpo não gosta muito de parar, depois para arrancar e voltar aquecer demora muito. O António ficou à espera de vez e de sandes e eu fui indo rolando devagar tirando o acido lácteo dos músculos e fazendo uma recuperação enquanto ele não voltasse a juntar-se.
De Almeida até à EN depois de passar Valverde, cerca de 10/12km ia pedalando com alguns bttistas do passeio mais curto, mas ia todo roto, achava estranho o António ainda não ter chegado, tb não tinha força para acelerar mais. Tinha saído do track e entrado na aldeia de Valverde à procura de água (já estava acabar a água de Almeida) e comer mais alguma coisa. Ele podia já ter passado.
Na EN depois de Valverde enquanto desgostava mais uma P”#$% de uma barra, o António chega, o presunto já estava no osso e demora mais tempo a fazer as sandes, tem que se sarrar o osso para a sandes ter sabor 😊.
Como ainda estava com energia em baixo disse para ele ir no ritmo dele que eu tinha de recuperar, mas foi-me acompanhando e dando força, ia na roda dele enquanto podia.
Em Pereiro paramos no café onde já estavam os bttistas que fizeram alguma companhia de Almeida até Valverde. A água em 10/15km desaparecia dos bidões. Voltamos e encher e uma cola para os últimos km.


A última subida até Pinhel com uns rasgos de “loucura” para entender o track, era informação que o meu cérbero não conseguia resolver, o oxigénio tb era coisa rara e já me doíam os músculos da caixa torácica, e isso quando acontece é sinal de super empeno.
No fim quando chegamos para dar baixa do dorsal, fomos recebidos com uma medalha, mas tb com presunto magistralmente cortado por um profissional e um copo de vinho branco de Pinhel, muito bom. O Rocha tinha acabado de chegar, só tinha tomado banho e apanhado um escaldão de umas quantas horas a pedalar no alcatrão.
Ainda ficou melhor quando o pessoal de Tábua, Aveiro, etc começaram nos brindes, da rota do bacalhau, da rota da formiga, da rrrotttaaaaaaa dasss, já estou a ficar grogue com tantos brindes.
Foi um passeio muito bonito em termos de paisagem na 1ª metade do percurso, alguns trilhos tb muito bons, mas depois de Almeida já se via com os olhos de “pro-empenado”. 😃😁😂

sábado, 1 de setembro de 2018

1 de Setembro 2018 NGPS Junqueira Vila do Conde

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Chegava de férias na sexta e NGPS logo no dia seguinte. Este percurso era grande parte no nosso quintal, iria servir de treino pós férias.
De véspera fiquei a saber que o Faria tb ia participar, combinamos arrancar já em cima da bike o mais perto das 7.30h, como informava no ato da inscrição, mas quando recebemos o track e informações para o dia, avisavam que o secretariado só abria às 8.00h. (depois de pago alteram as regras?!!!) F&%$#”
É só meia hora, mas com o calor que estava anunciado, às 10.00h já estavam acima dos 30ºc, e isso implicava pedalar mais uma hora com temperaturas nos 38º. Decidimos então tentar sensibilizar a organização para abrir o secretariado mais cedo.
O centro nevrálgico do passeio foi na junta de freguesia da Junqueira, ora bem, um edifício/organismo público, horas rígidas. A porta só abre às 8.00h, a fila de bttistas já se aproximava da meia centena, e eles não abriam as portas, nem às 8.00h abriram, eu e Faria estávamos nos primeiros quinze bttistas, deixámos a fila e fomos pedalar, foi para isso que pagamos, não para ficar numa fila a morenar.


Quando saímos já a pedalar avistamos o Vasco que chegava de carro, avisamos que os dorsais iam demorar, o melhor era sair sem dorsal para irmos juntos.
Esperamos pelo Vasco pedalando, fazíamos o aquecimento com o ritmo mais baixo até ele nos apanhar.
Antes de Santa Eufémia já estávamos os três a curtir os trilhos, com alguns ST divertidos.
Subimos ao monte de São Gens, ai teríamos mais uma descida técnica segundo a organização. Quando apontamos a bike com o Faria à frente, logo na 1ª receção o Faria empena o desviador traseiro, voltamos à estrada para tentar resolver, ou tentar remediar para ver se aguentava até à oficina a escaços km à frente, optou por seguir a N14 até casa.
PedroS e Vasco continuaram o percurso até ao Monte de Sta Catarina. Subida pela pista de enduro. A meio damos boleia ao Fernando que estava sem GPS. Sem chegar ao topo do monte de Sta Catarina o percurso leva-nos para um trilho de enduro a descer, grande entusiasmo, mas… era só a parte inicial.  Snif! Snif! Snif!


 Deixávamos o Monte de Sta Catarina para trás e pelo caminho já se via muito bttista à procura de sombras.
Já andávamos à procura de água, e na vacaria por onde passamos estavam lá uns colegas a abastecer, aproveitamos para encher até os bolsos dos calções com água, mas o Vasco fez de Rocha e tomou praticamente banho, estava fresco… ou arrefeceu tanto o motor que até partiu a fazer a subida para a pocilga. Mais à frente avisava que ia cortar por estrada.


Fernando e PedroS aumentaram mais o ritmo, mas o calor tb ia aumentando e a água desaparecia mais rapidamente. No Café do Rio a maior concentração de bttistas, já não havia bebidas frescas e a toneira do tanque estava praticamente sempre a jorrar água, para encher bidões, camelback e para refrescar.
Ao passar por Balazar lá estava o Vasco na esplanada de pernas esticadas a beber uma cola fresquinha, o Fernando perguntava se não era melhor nós fazermos a mesma coisa, apetecia, mas tb gosto de acabar.
Reduzimos o ritmo, os GPSs marcavam entre os 40ºc e os 42ºc, o corpo já começava a dar informações muito estranhas, antes da subida para a Cividade já andávamos à procura de água. Batemos a uma porta e o Sr muito gentilmente encheu os bidões com água e gelo, a nossa cara devia ser de desespero.
A subida à cividade era a última e foi feita muito devagar, tb não dava para mais. O Fernando depois da descida tem um furo, mas estava tão roto que nem queria mudar de câmara de ar. Andou um pouco em cima da roda da frente, mas lá tivemos de dar à bomba e mudar de câmara de ar.
Tinha tudo para ser um bom passeio, mas foi uma boa coça com as elevadas temperaturas. Lá está, se saíssemos mais cedo…

terça-feira, 28 de agosto de 2018

28 de Agosto Pico do Arieiro Madeira

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A Madeira é sinónimo de trilhos e paisagens fantásticas, e colocando os pés lá teria de fazer umas caminhadas e umas voltas de BTT. Mas só deu para uma volta de BTT… snif! Snif! Snif! Deixando muitos trilhos de adrenalina e paisagens para uma futura e breve passagem pela Madeira.
A escolha da Albano Aktiv como aluguer de bike e guia com conhecimento de trilhos deixou-me bem agradado, com o guia Renato a ler bem o que os bttistas queriam.
A terça-feira 28-08-2018 era o dia do Pico do Arieiro na Albano Aktiv e foi a data que PedroS e Steffen escolheram para andarem nos trilhos de bike.


Ponto de encontro às 9.15h para ver a parceira da volta e fazer uns ajustes na suspensão. A carrinha deu-nos um empurrão no acumulado+ em direção ao Pico do Arieiro, deixando uns 800m+ para as pernas. Os olhos iam-se deliciando com as paisagens fornecidas pelo maciço central da ilha. Algumas fugas no horizonte deixavam em aberto a capital para um piscar de olhos.
O Renato ia dando umas lições da flora endémica da Madeira.
Quanto mais subíamos menos se conseguia ver, o nevoeiro estava em força, parecia que tinha feito umo excursão com diversos autocarros carregados de nevoeiro. Não se via “népia”. E só com ajuda do vento é que se via alguma coisa, quando este empurrava a cortinas para podermos espreitar pelas janelas.


Depois de umas tentativas para tirar fotos sem o emplastro nevoeiro, estava na hora de ver se o guia Renato nos “guiava” bem. Começamos com descida não muito técnica, para o corpo e cérebro se prepararem e fazerem o aquecimento para o que viesse a seguir. Mas percebi que os travões não estavam muito afinados…


As descidas tornavam-se mais interessantes e os travões não ajudavam, as planícies torradas pelo sol com apontamentos de verde era o que conseguíamos ver, ainda estávamos numa altitude onde o nevoeiro era dono. A morfologia do terreno com planícies, com algumas curtas subidas e umas descidas rápidas com alguns saltos, deixavam-me de sorriso de orelha a orelha. De seguida apanhei um grande calafrio quando não conseguia fazer abrandar a 29” numa continuidade de saltos seguidos, parecia que estava montado num touro mecânico a ser sacudido do dorso da bike. Com sorte mantive-me “firme e hirto como uma barra de ferro” em cima da bike.
O Steffen não teve a mesma sorte e deu cabo dos cromados dos braços e joelhos, mas o dia era para BTT e mais nada. (Podia bem ser um Kedabike)
O Renato teve a feliz ideia de trocar os pedais da minha bike com a dele, eu assim consegui usufruir mais do passeio com a bike com travões e mais controle.
No ST a seguir nem deu para testar os travões, à frente do Steffen as ovelhas é que marcavam o ritmo 😀



Os trilhos, as descidas, conduziam-nos agora para o meio arbóreo, as excursões não entravam. Trilhos de carregar nos cranques, divertidos com algumas zonas de se lhe tirar o chapéu e usar o Kit de unhas que estava reservado para outro dia. Estava de olhos bem arregalados para absorver tudo, não estava a contar com descidas sempre entusiasmante. O Renato ia dando informações do trilho por onde íamos passar para não ser surpresa, mas os olhos dele veem com a experiência vivida por ele, nós pela nossa, por isso era sempre novidade 😆
ST com drops, pedras soltas, curvas, etc, a descer… estou feliz.


Deixávamos para trás as zonas mais bonitas da fauna, e as grandiosas paisagens do passeio de hoje.
Os trilhos continuavam vivos mas o eucalipto já me enche, como todos os dias…
Também usamos as levadas para o BTT, uma até foi a estrear para os três.


Ficava o $#”%& do eucalipto para trás e dávamos as boas vindas às ruelas estreitas, trilhos, levadas com vista para o Caniço/Caniço de Baixo sempre com vista para o mar onde os olhos conseguiam alcançar as desertas.
Foi um bom passeio, mas fiquei com o cabelo em pé, queria mais e muito mais, e mais dias, muitos mais…
Cumprimentos ao guia Renato e ao companheiro Steffen por este dia.