quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

11-12-2011 - Penedo das Letras

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Saída para ir ver a Santa (que passados uns meses/anos vimos que era um Cristo), tipo Tomé para ver para querer. Muitos kedistas andam neste grupo à tanto tempo e não conheciam. Diziam que era uma treta, que não existia, aqui ficam as fotos. De salientar que o nosso grupo continua com as Kedas bem como quem não pertence ao grupo, aparece também para fazer jus ao nosso grupo.
O Joel agora adoptou uma nova técnica nas descidas, vir a correr com a bike ao lado. Já o Mendes, as subidas não as tenta fazer, desmonta logo. O Carlos Pereira anda numa de kedas, o Rui Carvalho depois de ter morto um Javali do tamanho de uma vaca e ter feito um sopa de túbaros, fez a subida toda em cima da burra. Está em forma. Os outros estão normais.
No fim como fizemos uma boa média ainda deu para ir petiscar um pouco. E claro o César basou, ANTES DE PETISCAR.

Vê o vídeo aqui:

08-12-2011 - Passeio no feriado

 
Quinta-feira, no feriado aproveitamos para dar um passeio pela zona da ciclovia até ao café do rio, à volta viemos pelo monte de Santa Catarina onde encontramos uma bela subida para ver quem a fazia toda, o Joel quase que a conseguia fazer toda…

Vê o vídeo aqui:
http://youtu.be/FKvD9kL0qpA

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

04-12-2011 - Passeio a Ponte de Lima com os Biclas08‏

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Depois do jantar dos Kedasbike levantar foi um castigo, ainda tinha metade do corpo anestesiado e o lado esquerdo das costelas com dores. Como não sabia se ia ter companhia para ir até Pereira Barcelos ao passeio anual dos Biclas08, ( Pereira - Ponte de Lima - sarrabulho – Pereira) tinha já metido de véspera a minha bike desmontada na mala para arrancar logo que conseguisse por em pé. Envio um SMS ao Carlos Pereira para ver se vinha ou não, este não me respondeu e dava mensagem não entregue. Abro a porta para ver como estava o tempo e já vejo o carro dele a passar com a bike em cima. Pronto, não vou ser o único empenado e ressacado a ir.(claro que pensava sempre no PedroT, anda sempre na zona por isso teria sempre companhia)

Chegados a Pereira já lá estava o Américo, Ricardo, Zé, Álvaro, Manel e o Carlos. Cumprimentamos o pessoal e começamos a ver quem levava o quê para o reforço da manhã entre garrafas de vinho e enchidos e não esquecer o saca-rolhas. Mais tarde chega o Fernando, o António e o PedroT. Feita a contabilidade 8 garrafas de vinho uma das quais vinho branco maduro e uma Litrosa de cerveja, uns 3 kilos de enchidos entre salpicões, presunto, chouriça de sangue, de cebola e alho (dasse).

Tomamos café e pequeno almoço para quem não teve tempo (eu). Ao sair do café foto da praxe . O tempo parece não querer ajudar e cai umas gotinhas, mesmo assim arrancamos pelos caminhos de Santiago, dois quilómetros à frente nova reunião (a chuva estava a chatear mais um pouco) vamos ver se vamos ou não para Ponte de Lima. Uns queriam continuar outros fazer uma volta mais pequena, lanchar e acabava por ali. Mais ou menos a votos, decidimos continuar até ao centro de Barcelos para ver como o tempo estava, como abrandou lá seguimos até Balugães onde “acampamos” na Ponte das Tábuas.

Toca a por a artilharia toda em cima da ponte, nove morteiros, 2 broas, enchidos, recipiente próprio para assar as chouriças e água ardente para 11 atletas de topo. Começava o nosso arraial Bicleiro.

Ao ver aquela quantidade de comida e bebida pensei que nem metade fosse consumida, puro engano, estava no bom caminho para desaparecer tudo.

Como a Ponte das Tábuas é um local muito procurado pelos BTTistas e caçadores foi ver o pessoal incrédulo a ver tantas garrafas já tombadas e o assador a trabalhar.

Como bem educados que somos oferecíamos ao pessoal que passava. Em 30 que por ali passaram só um deu um trago no vinho, entre caçadores e BTTistas, outros foram comendo algumas rodelas de chouriço. Não sobrou nada, apenas a Litrosa de cerveja que não estava fresca e não se abriu. Mas vai connosco e pedimos para a por no fresco e bebemos na vinda.
Para o final apareceu um grupo de 5 BTTistas e pusemo-nos a conversar mais ao pormenor, eles não acreditavam muito que depois de beber aquele vinho todo e comer enchidos ainda íamos a Ponte de Lima comer o sarrabulho fresco e vir a pedalar outra vez para Pereira.
Ainda lhes disse que nós tínhamos aquele aspecto mas que andávamos muito de bike e rápido. Continuaram com dúvidas, venham connosco e verifiquem. Não quiseram, para ficarem descansados disse-lhes que íamos tirar umas fotos no restaurante Borges e no caminho tirávamos algumas em pontos mais conhecidos para depois verem no nosso Facebook Biclas08.
Chegamos, estacionamos as bikes tiramos os impermeáveis, luvas e capacete e penduramos num estendal coberto para quando fossemos embora estivessem mais confortáveis.
Entramos para o lado do fogão de sala, quentinho que estava ainda dava para tirar mais roupa e por a secar onde conseguíssemos pendurar.

O arroz estava divinal, segui a receita do Zé e só comi praticamente arroz, mas não consigo comer tanto como ele (vá comer arroz ao c*****o) a acompanhar com vinho verde branco passei para tinto e para cerveja intercalando com vinho tinto verde bem bom, sobremesa leite creme queimado com colher XXL e travessas com direito a lambidela, no fim café com cheirinho. As mesas vizinhas nunca tinham visto uns BTTistas com tanta sede e fome.


Arrancamos pela estrada Ponte de Lima Barcelos, que praticamente sobes, sobes e sobes fomos ao ritmo que íamos encontrando mas sempre esperando uns pelos outros. A Litrosa ficou lá, a Sra esqueceu-se de a meter no frio. Mas não há problema, já estávamos a falar num vinho “verde maduro” que nasce em Pereira que é uma categoria, deu 800 litros e 750 estragaram-se, sobraram os 50 litros de vinho “verde maduro” que íamos provar, e lá fomos.

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Chegamos a Pereira de dia, que era a nossa ideia porque os dias são mais pequenos e lá fomos beber o famoso néctar eu provei e passei logo o copo, mas ouve quem gostasse, era um género de petróleo verde maduro (estou a falar da cor).

Estava a ficar tarde para andar de bike sem luz e começamos a despedir, mas alguém ainda com sede (Carlos Pereira) diz para irmos beber uma poçada (cuba). Fomos quatro, Carlos Pereira, Pedro, PedroT e Américo. Foram duas para cada um, como ainda estávamos molhados e a beber uma bebida gelada, ficamos como a bebida completamente gelados e cheios de álcool.

No fim um banho de tirar a pele e evaporar algum álcool voltar a comer beber e ir dormir
Vê o vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=cNWz7kax6Fw

Para o ano há mais…

sábado, 10 de dezembro de 2011

03-12-2011 - Jantar de Natal dos Kedas

Este é o jantar ACONTECIMENTO dos kedas, que esperam um ano para VOLTAR A ACONTECER este ACONTECIMENTO. PODE-SE DIZER QUE É SAZONAL MAS É UMA VEZ POR ANO. (embora haja umas réplicas durante o ano)

Como tinha marcado com os da tarde para aparecer mais cedo que as 20.00h, fui o primeiro a chegar a este já clássico jantar dos kedas, pela 1º vez (fui duas horas antes para ter certeza disso). Entrei, perguntei pela reserva dos kedas, pedi um pouco de picanha para petiscar e uma garrafa de vinho. Vou para mesa e já vejo a entrar o Locas e o Paulo, sentamo-nos e chega o Victor Costa, vinha de Aveiro sem os ovos, de seguida o Carlos Pereira mais as suas crias Diogo e André e dois pratos de picanha, começava o nosso jantar de Natal. Entra o Joel, o Miguel Mesquita e a mesa de dezasseis pessoas (outra garrafa) começa a parecer composta a ficar Sá as pontas despidas.
Mendes, Tó, Fernando, os Nines César e Victor, já entrados na roda, peço a conta das duas garrafas e da picanha. Chega a conta com uma vacaria e uma cooperativa junta, até ganhei calor. DASSSSSSSE

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(Mais uma garrafa) Os porta aviões de Leitão aterram na mesa. Dom Tony finalmente chega (gosta de ser o ultimo para verem a sua entrada triunfal) mas já chega com o barco já a meio do oceano e com duas entradas mais espetaculares (tinha que nadar muito para nos apanhar). Um de robe e outro valente queque, (outra garrafa) ao ver os dois vestidos assim até pensei que havia publico feminino no grupo ou estávamos numa festa de pijama. (É só inveja)
A meio do jantar para uns, outros no fim, os que comem pouco encontram outro divertimento, miss t-shirt molhada (outra garrafa). Joel pega no balde do gelo e deixa cair umas pingas em cima do Mendes, este avisou-o que trincava-lhe uma orelha, o Joel como o molhou pouco enche a mão e encharca mais um pouco o Mendes. O Mendes rouba-lhe o balde (parece um relato de futebol) e atira-lhe balde e água (o balde fugiu-lhe da mão) molhando o Joel o chão. O balde ao cair faz um leque de água e foi molhar um grupo de homens que jantava nas mesas ao lado (outra garrafa). A feira agora parecia um velório só se ouvia o rilhar dos ossos de leitão a serem comidos.
Joel e Mendes de miss t-shirt molhada passaram agora a budas sentados de trombas molhadas. Mas… nós no nosso grupo temos relações especiais para tratar destes assuntos e o Victor e Tó resolveram bem o caso ao mandarem (outra garrafa) uma garrafa de vinho para mesa dos molhados e com as nossas desculpas, mais umas trincas no leitão.

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Entramos nas sobremesas para quem quis (outra garrafa) café e saltar das mesas que o leitão estava no fim. Mas ainda deu para fazer uma feijoada do que sobrou no dia seguinte.
Como o nosso habitat natural é monte, fomos lá para fora porque há gajos que não abrem a boca em ambientes fechados e fora não se calam ou é demasiada velocidade.
Cá fora de tanto falar em pack de carros tipo packm e pack3 (são estes que sempre ouvi falar e não conheço outros) fiquei com sede e o único que foi buscar uma garrafa foi o Victor Nine, a mim já não me serviam. Se não tinha que me calar pois já não conseguia falar com tanta sede. Houve também doutores pelo meio mas… já era muito de noite.
Decidimos ainda beber um copo até ao centro, fomos quatro Eu, Tó, Victor e Fernando. Falaram com o porteiro amigo que só deixavam entrar quatro. Eu disse não há problema eu vou embora, entrai vós.
Vinha pelo caminho a rir sozinho, a pensar na bebedeira dos outros três que não sabem contar, e eu tinha que me preparar para dormir rápido levantar às sete e arrancar para Barcelos para ir ao sarrabulho, de Barcelos - Ponte de Lima - Barcelos de bike.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

03-12-2011 - Passeio de Natal


Encontro marcado para as 15.00h para o nosso passeio de bike de natal. Cheguei ao café já lá estava o Paulo, o Carlos Pereira e o Joel depois os Nines César e Victor, o Miguel Mesquita, e o sempre atrasado Mendes.
O Miguel como não veio em cima da bike esqueceu-se do capacete não sabe bem onde, foi para casa ver se o encontrava. O resto do pessoal já chateava com tanta espera, e com razão. Como conheço bem a peça o capacete devia estar onde menos se esperava. Não foi com surpresa quando disse que teve de vir pelas valetas procurar o capacete até o encontrar, deixou-o em cima do capot e as curvas e gravidade fizeram o resto.
Fomos para o monte pelas 15.40h, não podíamos ir para longe pois pelas 17.30h anoitece. Numa das subidas perdemos o Paulo, o Joel e o Mendes ou eles perderam-nos a nós visto que o último dos 3 não olhou para trás para ver se vinha alguém. Novatos!!! Depois de quinze a vinte minutos à deriva, voltamos a juntar-nos, o sol já ameaçava desaparecer. Ainda esboçamos mais umas pedaladas monte fora, mas decidimos que o melhor era vir embora. Na fase de descida já era por associações e seguir bem a roda do da frente pois já se via mal.

Quando chegamos à estrada já se via um pouco melhor pois os carros já andavam com as luzes ligadas.
Na separação para casa decidimos ir meia hora mais cedo para o restaurante onde nos íamos juntar para o jantar de Natal dos Kedas.




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

27-11-2011 - Volta em Pereira


Hoje íamos andar com o grupo de Barcelos, Pereira os Biclas08.

O ponto de encontro seria na rotunda de Santo António. Cheguei às 8.00h e ninguém… Mais tarde aparece o Carlos Pereira e o Rui Carvalho que chega de carro com a bike lá dentro, mas os atrasados do costume Tó e Mendes, nada. Chega o Mendes de bike e logo atrás o Tó na carrinha.

Eu, o Carlos Pereira e o Mendes tiramos as rodas à bike para caberem melhor na carrinha. Ficamos à espera do Joel que entretanto tinha mandado um SMS a dizer que tinha adormecido. Ligamos-lhe a dizer que aparecesse a Pereira.

Arrancamos para apanharmos o César pelo caminho em Viatodos.

Chegados a Pereira fomos tomar café ou o pequeno almoço para quem não tomou, pagou o  César. Fazia anos (mas não meteu nem carne nem vinho.

Já com o pessoal de Pereira os Biclas 08, voltamos à carrinha para montar as bikes, o Mendes não tinha a roda da frente, (só a podia ter deixado na rotunda de Sto António em Famalicão) ligamos ao Joel para ver já tinha passado pela rotunda, ao que ele diz “afinal já não vou”, “manco” dissemos nós. Quando o Tó e o Mendes se preparavam para ir ver se a roda ainda estava na rotunda, aparece o César com a roda que ao sair do café a escondeu.

Montamos as bikes e seguimos para o monte do FACHO. Apanhamos um pouco de monte no início e depois foi calcar alcatrão até ao sopé do monte. Subimos por um estradão e descemos por um ST onde engoli um mosquito com umas bolas enormes, que só não vomitei porque não tinha nada no estômago. Fiquei rouco de tanto tossir e com a tentativa de vomitar fiquei com as orbitas dos olhos todas ensanguentas, de tanto puxar.

Depois de ter comido o mosquito foi encher as costas de alcatrão até ao ponto de saída.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

05-11-2011 - Manobras XI


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Chegado ao café, (ponto de encontro) já lá estava o Pedro Faria, um amigo dele Nagy e o Carlos Pereira, estacionei o barco e ficamos à espera do Tó.

Passa uma carrinha com uma bike conhecida e estaciona, era o César, não tinha dito que vinha mas apareceu. Depois aparece o Tó, mais tarde o vizinho Mendes que também não disse que vinha, já éramos sete, para um passeio organizado desorganizado por GPS que é o lema do Manobras.

O Tó aparece já com um furo, mudou de câmara de ar, e arrancamos com três GPS até ao campo do Brufense, pois era ai que íamos zarpar para uns 60km com um desnível acumulado de 1500m. Todos sabíamos para o que íamos e pelo trajecto sempre ia haver atalhos para desistir e ir embora.

Arrancamos cerca de 50 bttistas para este empeno. Com uma pedalada domingueira lá fomos, passados uns 3 km o Tó volta a furar e para demorar mais tempo abre a câmara de ar furada para proteger a outra.  Do nosso grupo estava eu, Tó e Mendes mais algum pessoal do BTT Famalicão a fechar. Lá arrancamos mas o Tó não estava para pedalar, por outro motivo qualquer voltou a parar e o Mendes lá continuou. Mais um telefonema e o Sr. Tó lá se põe na amena cavaqueira… e eu à espera.

Mais à frente no reforço encontramos o Mendes, e claro que como o Tó não estava para pedalar, arranjou mais uma micose para demorar mais um pouco… e põe-se a pendurar com um atilho o impermeável ao camelbak .

Mais à frente apanhamos o Pedro Faria e o Nagy, já íamos 5 e até agora só tínhamos calcado trilhos que não conhecíamos por zonas bem bonitas. Mais à frente já via o Carlos Pereira e o César, já estavam cansados de pedalar em seco à espera que nós os apanhássemos.

Agora o César estava na sua quinta, vinha caladinho o percurso todo, mas… quando nos juntámos parecia que tinha chegado a um oásis, estava feliz, cantava, falava, parecia um puto a quem lhe tinham dado a sua primeira bike.

Agora chegados às zonas mais duras e técnicas do percurso o nosso grupo começou a trepada ao monte, e de olhos bem atentos, rabo na ponta do selim e amarrar o guiador como se trata-se dos cornos de um touro e força nas pernas que estais aqui para isto, decidir por onde íamos meter a roda e escolher o lado memos sinuoso da subida.

 Como estamos a subir, e a subir, isto também deve descer, era este pensamento que me ia no corpo todo, porque de resto era ouvir a respiração e os pneus a resvalar nas pedras que mais pareciam berlindes gigantes.

IUPIIIIIIII….. agora, era a descer a bem  descer porque a minha bike já não conseguia abrandar mais tal era a inclinação até me enfaixar num rego, mas sem consequências e ainda bem pois foi aí que consegui parar. Ouço as risadas do César atrás de mim ao ver o espectáculo.

Depois da descida uma subida, depois da subida uma descida, depois da descida uma subida, depois de uma subida uma descida, e por ai fora… agora já se ouvia reclamações: “eu não vou andar sempre nisto “ ; “às 13.00h vou embora” ; “mais valia não termos descido” – Tó, Pedro Faria e Mendes.

Mais à frente no começo de uma subida o Mendes dá um malho tipo pinheiro, estava quase parado e cai para o lado.

Com a queda tinha começado a rebelião o Tó, Pedro Faria e Mendes decidiram ir embora e levaram dois GPS com eles. Tínhamos ficado com o GPS do Nagy por isso ainda podíamos continuar até ao fim.

Mais à frente paramos num café para abastecer água e bebemos uma mini cada um e o César uma cola. Nesta altura o Nagy estava com cãibras e o César estava a ficar desidratado e mal alimentado, tal era a quantidade de sais espalhados pela cara e roupa.

O GPS do Nagy começa a ter problemas e a mandar-nos embora pela estrada, estava a ver que íamos desistir mas aparece um grupo que também estava a fazer o Manobras e apanhamos boleia até ao reforço.
Mais à frente tentamos remediar o problema do GPS, mas o Nagy não quis o cão e como o GPS o estava a mandar para casa, ele decidiu obedecer e foi embora.
Eu, o Carlos Pereira e o César continuamos o percurso a seguir quem tinha GPS ao ritmo deles.

A 5 km do fim, um do grupo que vínhamos a seguir furou e era para demorar, como queríamos fazer o percurso todo esperamos com eles, até aparecer outro grupo, e… volta a saltar de grupo, mas este ia em excesso de velocidade e tivemos de carregar bem nos pedais para os acompanhar. A 2km do fim o César abandona em direcção ao carro e Eu e o Carlos Pereira saltamos para outro grupo da organização que ainda nos levaram até a um bónus, com uma descida bem alucinante. Chegamos ao fim deste Manobras e combinamos dali a meia hora ir tascar, onde almoçamos, lanchamos e jantamos…

No domingo eu e o Carlos Pereira fomos andar, fomos os únicos do nosso grupo que andamos no sábado e domingo a que se juntou o Joel e o Rui Carvalho. Foi um passeio mesmo domingueiro e descontraído até o Carlos Pereira ter dado um valente malho, as pernas grandes não o safaram e aterrou de cabeça onde descíamos a uns 35kmh. Mas não teve nada, só o rabo picado.

 Mais à frente ao passar numa povoação um Sr abre a porta e grita” força rapazes, vamos lá” a qual o Joel responde “não têm ai uma pinga?” “tenho” responde o Sr “vou buscar” paramos e fomos presenteados com uma prosa muito boa e sábia de um Sr que transbordava felicidade e nos oferecia um favaios de alta qualidade e em garrafa já alguns anos. Agradecemos, ao qual ele retorquiu “ se algum dia alguém vos pedir de beber à vossa porta, dai-lhe”.

Foi um fim-de-semana de bom btt

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

23-10-2011 - Passeio de Domingo


Depois deste mail:

"Boas Kedistas,
Domingo vamos para Joane andar, e o ponto de encontro vai ser na rotunda de Joane às 8.15h por isso quem quiser ir que diga de carro ou a pedalar. Estaremos em casa à hora do costume”

Recebi estas respostas…

     “Boa tarde Pedro
         È algum passeio organizado?
         Fazes ideia se vai ser “pesado”?”

      “Vai ser para algum empeno extraordinário?”

     “Estás com ideias. É para comer ou para sofrer?
          Seja o que for, vou a pedalar.
          Abraço”

    “andas a fumar merdas????”

Depois da proposta feita aos kedas, só o Carlos Pereira aceitou o desafio de ir até ao ponto de encontro (rotunda de Joane) de bike. Dois colegas do Rui Carvalho que neste domingo iam andar com o nosso grupo, também quiseram o cão, e foram a pedalar até Joane.

Hora marcada para as 7.50h na BP em direcção a Joane. Quando lá cheguei o Carlos Pereira já lá estava, os colegas do Rui Carvalho nem vê-los, esperamos uns cinco minutos, e tivemos de arrancar sem eles.

Pelo caminho passa por nós o Joel com a bike em cima do carro, com um quadro novo (após o outro ter entregue a alma ao criador). Era um quadro já cansado: de andar com o Joel em cima, do tamanho do Joel, do binário do Joel, das quedas do Joel, de levantar as rodas para cima, estava a precisar de descanso.

A seguir passa o Rui Carvalho a acordar a vizinhança que vivia junto à estrada, a tocar buzina como um maestro louco em fim de carreira. Perguntamos pelos colegas dele, ainda estavam 1,5km atrás.

De seguida passa o Tó e o Mendes na carrinha com as duas bikes, uma em cima da outra a fazer o AMOR.

Já na chegada ao ponto de encontro chegam os NINES no carro funerário. De seguida chegam os colegas do Rui Carvalho.

Juntamo-nos ao grupo BTT  Teatro  e fomos para os Trilhos Penosos (eu e o Tó fizemos este passeio em Setembro) cerca de quinze BTT teatro e oito kedas + dois. Éramos um grupo grande com andamentos diferentes mas fomos todos juntos esperando sempre pelos últimos. Pelo meio o Mendes foi ao tapete de mato, mas não foi o único, dois colegas do BTT teatro  seguiram-lhe as pisadas. Era um percurso com algumas zonas técnicas a subir e a descer.



Foi um bom passeio durinho e rasgadinho. Foi andar rápido para ver se chegávamos a horas a Joane para beber um caneco e arrancar para Famalicão. Não deu para quem vinha a pedalar, mas deu para quem vinha de carro. Fizeram de tudo para nos atrasar só para não podermos beber.

No fim eu e o Carlos Pereira e os dois colegas do Rui Carvalho fizemos um contra relógio por equipas até Famalicão, foi onde me cansei mais. Vento de frente e tentar chegar o mais rápido a Famalicão, quase entrei em erupção tal era o calor nas minhas pernas… fiquei todo roto…















segunda-feira, 17 de outubro de 2011

17-10-2011 - Passeio de Domingo



Depois de um bom inicio de trilhos com uma sequência de descidas bem engraçadas, os nossos guias César e Victor, puseram-nos acartar quilos e quilos de paralelos e "espiche" do fraco. Valeu ao menos o lanche que o Mendes nos ofereceu nos seus 46 anos...









domingo, 16 de outubro de 2011

15-10-2011 - Feira das Colheitas

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Este foi um passeio familiar de ciclo-turismo organizado pela Milho D´oiro com o apoio dos KedasBike, onde as famílias Tó, Mendes, PedroS e o Carlos Pereira e Joel (a sós) participaram.

Mais fotos aqui (tem que efectuar o login no Facebook para visualizar):

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

04-10-2011 - Who's Afraid - H2otel

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Bru, bru, brutal!!!!

Como ninguém conhecido quis embarcar comigo nesta aventura… fui à deriva com dois colegas bttistas desconhecidos.

Despertador para as 5.10h da manhã, para às 5.30h estar na Trofa e conhecer o Paulo, e às 5.45h conhecermos o Jorge na Maia. Um breve cumprimento, carregar as bikes e arrancar para Unhais da Serra (Serra da Estrela), pois tínhamos umas horitas para nos conhecermos melhor e falar da loucura viciante que é este desporto “sem fins lucrativos”.

Chegada a Unhais da Serra, já no parque do H2otel os funcionários do hotel vieram cumprimentar-nos e dar as boas vindas ao pessoal que chegava para entrar nesta efeméride.

Depois de umas breves conversas em frente à entrada do hotel lá arrancamos cerca de 30 a 45 bttistas, para fazer 80km com um desnível acumulado de 2800 metros.

Ainda bem que fui e não tive medo, mas fiquei assustado logo no inicio com a subida sem aquecimento. O meu corpo não gosta e já estava no fim do Plutão e sem GPS, mas ainda via os colegas mais à frente.
Já com os músculos das pernas a doer, bem tive que lhe dar mais nas zonas planas e nas minis descidas, que apareciam na 1º subida até encontrar os colegas com que fui, mais o LUÍS MARTINS e os colegas dele.

Já estava bem quente e agora era pedalar no ritmo e ver se iria aguentar, pois não estava habituado a este tipo de empeno.


As paisagens eram assombrosas, tudo o que nos rodeava era de tirar o pouco ar que tinha nos pulmões, nas descidas não dava para descansar pois eram bastante técnicas e com muitos pedregulhos soltos e regos de passagem das águas da chuva. Adorei esta parte, mas cheguei ao fim da descida todo rebentado do esforço físico e da concentração para escolher o melhor caminho para passar em cima da bike.


Depois foi desfrutar da companhia, das paisagens, das subidas intermináveis, onde já nem doíam as pernas pois já não as sentia, das descidas. Havia de tudo, até os ST.

Já estava era cheio de barras mas tinha de comer… só havia barras por isso lá ia comendo, pensando no lanche que o H2otel ia oferecer, isto para enganar o cérebro e o estômago.


Numa das descidas finais ultrapassamos duas moto quatro, nunca me tinha acontecido, mas eles não iam devagar, pura loucura.

Chegados ao H2otel, com direito a um brinde, um banho relaxante e por fim um saboroso lanche oferecido pelo H2otel, indicado pela nutricionista para quem fez um esforço físico acima da média.
Eu fiquei deslumbrado com este dia enorme em todos os sentidos, com os colegas de viagem e com os restantes do pedal, cheguei a casa lá para as 22.30h.

E agora quero mais, bahahahahahahahahahaaaaaaaaaa

ainda bem que não tive medo...




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

25-09-2011 - 5 Cumes (Barcelos)


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Os Kedistas Carlos Pereira, PedroS, Miguel, Sheik e Ricardo, participaram nesta já famosa maratona de BTT. Neste dia, para alguns já se torna uma romaria anual, visto a quantidade de participantes que já ronda mais de três mil inscrições.

O dia começou às 7.00h, para contar com os atrasos do costume (sempre os mesmos, todas as provas já sei quem vai e quanto vai ser de atraso, começo a ficar profissional nesta avaliação).

Saída às 8.10h de Famalicão em direcção a Barcelos, pelo caminho já víamos quantidades de colegas com as suas companheiras (bikes) de viagem. Chegando à zona do estádio municipal onde se ia dar a partida estava tudo a ficar um caos, com filas de carros, e carros estacionados por todos os lados. Lá conseguimos arranjar um lugar mesmo perto da partida.

Fazer os últimos preparativos e arrancar para o ponto zero e aguardar pela partida que seria às 9.30h. Ficamos cerca de 45 minutos à espera do grande momento.

Dá-se o arranque em subida e em alcatrão durante uns 6km para o Plutão se esticar e começar a seleccionar os andamentos. Eu e o Carlos Pereira como íamos para a maratona 80km e fazer os 5 cumes, tivemos que lhe dar para chegar a tempo do desdobramento dos 3 cumes para os 5 cumes que fechava à 13.00h. Chegamos às 12.30h como estávamos bem tomamos a direcção dos 5 cumes.

Os restantes Kedistas como iam para os 3 cumes foram ficando para trás (eles também não treinaram para os 5 cumes).


O percurso não foi muito do meu agrado dado que era basicamente em estradões de terra, com poucas zonas técnicas (é mais a minha zona). Nas descidas eu e o Carlos Pereira, reinávamos, nas subidas deixávamos outros reinar.

Parámos para abastecer de comida (as já famosas bolas de Berlim) e água, arrancamos logo de seguida mas a bike do Carlos Pereira não gostou da ideia e furou. Tentamos logo fazer como na formula 1, e em menos de um fósforo (8 minutos) estávamos de volta aos trilhos.
          
Gostei da subida do segundo cume que era um pouco técnica, e com a maior parte dos bttistas com a bike a seu lado, se tornou mais técnica para quem queria subir em cima da bike. A subida interminável e inclinação tipo parede do quinto cume, foi alucinante, junto com o cansaço acumulado. Aqui o Carlos Pereira andava à rasca com as cambras.

 Depois da subida o que é que vem? Sim, sim as descidas e sem ninguém à frente… foi de arrepiar, com tanta pedra, calçada românica, buracos e mais pedras, foi de loucos, sem duvida o melhor monte dos 5. A bicicleta parecia que se ia partir em algum lado, mas portou-se muito bem. Os meus braços ficaram com espasmos musculares durante algum tempo e doeram-me a semana toda. 
Depois da chegada, pedalar mais 8km até casa da minha sogra para comer um cozido à portuguesa que bem merecia.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

11-09-2011 - Caminhos Penosos


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Estava eu a preparar as coisas para no dia seguinte ir até Joane participar nos Trilhos Penosos, toca o telemóvel, e quem é… diz a voz do outro lado “sou eu, amanhã é para andar?”. Pensei: este gajo não estava morto, já nem me lembrava da cara dele, um peregrino há muito morto voltou para assombrar os terrestres…

Tomei coragem e continuei a conversar… “eu e o Tó vamos a Joane, o resto do pessoal vai andar para Brufe que vai ser mais leve (estava eu a empurrar a assombração para os outros) é que em Joane vão ser 36km com 1100m de acumulado”.

Diz-me ele… “não, eu vou convosco” Pergunto eu… mas tu não morreste? Tens a certeza que vais aparecer, ou vais fazer como da ultima vez? Liga-me de manhã, estou acordado a partir das 7.30h.

Toca o despertador, levanto-me, preparo tudo e fico à espera do Tó, que como sempre tem uns atrasos.

Arrancamos lá para as 8.20h, e contava eu o telefonema da véspera ao Tó, quando o telemóvel toca… e quem é… claro o Sr. César (assombração) a dizer que estava a sair em direcção a Joane e que ligava quando lá chegasse. Mas morreste ou não?

Passados uns 20 minutos depois de chegarmos, o César liga a dizer que já está no estacionamento e que não vai, porque vai ser duro e não está para chegar às duas horas a casa.

 Fui ter com ele… e não é que está lá outro morto, o Vitor primo, deve ser de família, mais um adolescente fora do grupo.

“Vamos ter com o resto do pessoal a Brufe, dá-me o nº do telemóvel do Mendes para irmos ter com eles”, diz o César. E lá foram.

Mais tarde soube que também não apareceram… começo a desconfiar que sonhei…

Entrando no recinto dos Trilhos Penosos fiquei admirado com a organização a oferecer pequeno almoço para quem quisesse, de babar.

 Após uns sorteios de material de BTT e uma bike, deu-se o tiro de partida, ia ver como estava depois de três semanas de boa vida a comer e beber e de barriga para o sol. Os kilos já se sentiam em cima da bike e as pernas não tinham muita vontade de pedalar.

 No inicio o meu corpo não reage muito bem, precisa de aquecer e eu lá me fiei nisso, mas já desconfiava que ia levar um bom empeno.

Os Trilhos Penosos devem-se chamar assim talvez por não ter zonas planas, ou sobe ou desce. Descer estava mais para a minha vontade e deu para voar em algumas descidas vertiginosas, com a adrenalina sempre a subir e cortada logo que aparecia uma subida.

Já há algum tempo que não fazia uma subida com a bike à mão… lá teve que ser que não dava mais, foram duas ou três a acompanhar a bike ao lado.

A meio do percurso tivemos um bom reforço e com variedade de frutas, sandes, marmelada, barras, etc…

Continuamos no rompe pernas até ter um furo já perto da meta. Não trocamos de câmara a ver se aguentava até à meta e o líquido anti-furo fizesse o seu trabalho, o que não aconteceu, enchemos mais três a quatro vezes até à meta e fomos ultrapassados por quem não queríamos. Snif! Snif! Snif!.

Claro está que os Kedas com K grande foram a Joane e os kedas com k pequeno foram para Brufe….

Relato de Brufe por Mendes
Domingo 11 de Setembro ao toque de alvorada as 8.15 todos os bravos do Plutão lá estavam (Locas, Ripe, Mendes ,Sheik, Joel e o Ricardo) apenas faltaram dois desertores ou mercenários, o Paulo Bento que decida como devem ser tratados, sem contar com o César que tinha tanta vontade em andar de bike , que foi ter a Joane.
Partimos com destino a Balasar, para um passeio a convite do SR. Domingos da associação cultural de Brufe, e com o locas a grande velocidade, não vá as bifanas e o vinho acabar, embora todos nós soubéssemos que as bifanas e o vinho eram só para fim do passeio ,agora já perceberam porque razão o locas apareceu! Eis que lá nos juntamos ao resto do pessoal rumo a sempre fatigante ciclovia, chegados a cavalões os nossos colegas de brufe resolvem fazer meia volta,  grande problema, as camisolas ainda não estavam suadas, 9.30 horas, já vamos para Famalicão? Não, após breve conferencia com os kedas decidimos seguir em frente porque era necessário suar a camisola , enquanto o resto do pessoal foi para trás, mas o Sr. Domingos ficou incumbido reservar as bifanas para quando terminássemos a nossa volta.
Partindo então para a nossa volta, começou o Joel pôr a bicla de pernas para o ar, ou saltava a corrente ou as velocidades não entravam ou a roda de trás tinha folga, camionista do carvalho ainda não sabes que tua bicla é talhada para a ciclovia e para a marginal de vila do conde? E não te esqueças que as velocidades de trás se afinam do teu lado direito. Até para se ser bicicleta é preciso ter sorte.
Por volta das 11.00 chegamos as bifanas servidas com Sumol. Enganaram o locas, bifanas com Sumol e agua? Sim.
Está aqui um bom exemplo, quem disse que o Sumol não motiva o locas?

Cumprimentos

Rui Mendes




segunda-feira, 18 de julho de 2011

17-07-2011 - Passeio dos doces (Realizado pela Famabike)


8.25h eu e o Tó no local de encontro, faltava o Joel que falhou o ponto de encontro e foi logo para a Famabike. Tomamos café e como não apareceu mais ninguém arrancamos para a Famabike

Como já se torna hábito no dia da festa da Sra do Carmo em Lemenhe, há um passeio de bike sem stress e sem correrias. É neste passeio onde se encontra pessoal que conhecemos de outros lugares, mas andam de bike noutros grupos, pomos a conversa em dia e pedalamos juntos.

Chegada à Sra do Carmo há doces da festa com vinho do porto e bebidas sem álcool para quem quiser. É uma  espécie de reforço, porque como a chegada ao parque das merendas anda pela 11 horas ainda dá para fazer uma voltinha de regresso maior.

Como no sábado levamos empeno fomos para casa na descontra.












domingo, 17 de julho de 2011

16-07-2011 - Passeio ao Marão


Sábado 16 de Julho, saída às 7.20h  de Famalicão com o pessoal da Didáxis para Mondim de Bastos pela estrada nacional. Eu tive que ir à frente porque quando me deito tarde, de manhã enjoo. Com o Tó ao volante e o Pedro Faria no banco de trás mais três colegas da Didáxis noutra carrinha. Viagem de uma hora e meia.

Começando o aquecimento logo a trepar pela estrada do monte Sra da Graça (tipo ciclistas de estrada na volta a Portugal), mais ou menos a meio passamos para os trilhos de terra (já tinha as costas cheias de alcatrão) .

Chegada ao topo já se podiam ver os montes ao longe por onde iríamos passar, uma bela paisagem.
Encontramos todo tipo de trilhos e alguma estrada, bem como umas aldeias bem pitorescas onde praticamente não vivia ninguém.

Numa das subias mais complicadas do dia com muita pedra solta, regos e vegetação,  aliados a inclinação e distância, as perninhas já estavam a chamar pela mãe à algum tempo, mas aqui o pai é que manda, dói-te? Não te queixes e pedala até às eólicas. E assim foi até chegarmos aos estradões de terra.
Olha uma rapariga com um cão.

Com o Monte da Sra da Graça ao longe, que era o nosso ponto de referencia, para ver o que ainda faltava, fomos passando as eólicas uma a uma com ligeiras subidas e descidas e apreciando as paisagens dos dois lados.

Agora já estava a ficar um ventinho chato e a acompanhar o frio sempre que íamos subindo até ao ponto mais alto da serra. Chegados a esse ponto, o vento era bastante amigo, batendo dos lados e de frente a dificultar a nossa escalada até às antenas onde as nuvens descansavam, olhavam para nós como a dizer, também vieram para aqui descansar.

Não dava sequer para comer nada com tanto frio e vento. Agora era só descer durante algum tempo. Chegados às zonas habitacionais procuramos um tasco para recarregar baterias e seguir para as Fisgas do Ermelo (nunca lá tinha estado, mas todos me diziam que era um assombro ) e não é que era!!!  Paramos algumas vezes para admirarmos aquela obra da natureza, difícil de descrever, só visto é que dá para ver a imponência onde as fotos ficam muito aquém.

Na descida encontramos uns peregrinos das bikes de Lousada à deriva e sem GPS. Perguntaram-nos para onde íamos a ver se lhes dava jeito o percurso. Aproveitaram a boleia até Mondim de Bastos depois iam pela estrada até ao parque de campismo.

Chegados aos carros foi carregar e seguir pela auto-estrada sem passar pelo tasco e sem receber dois contos porque eu e o Pedro Faria tínhamos compromissos às sete horas.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

17,18 e 19 de Junho 2011 - Caminhos de Santiago de Compostela


Clica nesta foto para aceder à Galeria

1º dia Pereira Barcelos – À Guarda Espanha   95Km



Mendes, Zé, Carlos (KTM),  Fernando, Amorim, Pedro, Américo, Ricardo, Tendências e Carlos (Sobrinho), no fim do dia aparecia o Carlos (o irmão levava-o ao albergue). Foram estes os peregrinos de bike que saíram de Pereira, às 8.00h pusemo-nos a caminho.

O nosso transportador de fogão (vulgo recipiente em barro para assar chouriças em água ardente) o Sr Tendências, com os seus saltinhos rebentou o saco de plástico que transportava o fogão, e  partiu os suportes que impedia a chouriça de entrar em contacto com a água ardente, mas não íamos ficar mal, são coisas que se resolvem.


Chegada a Fão, chegam os dropouts do Tendências e as famosas clarinhas de Fão. Aí enchemos o nosso mealheiro Zé, de dinheiro. Agora era o homem mais importante do grupo, andava sempre com guarda Pretoriana.

Uma das palavras mais ouvidas nestes dias foi “AZEITEIRO”. Gritávamos  quando quem ia à frente não via as setas amarelas, o que era normal, dado que pela costa está um pouco mal marcado mas era compensado pela beleza das paisagens e pelos diversos ST (Single Traks) que por este lado vão aparecendo,  fenomenal.
Passamos pela Malafaia e daí apareceu uma música que fomos cantando durante os três dias:


Eu vou à Malafaia    
A Malafaia é vossa amiga

“agora em Inglês”

I go to Malafaia
Malafaia is your best friend


 



Paramos num parque para lanchar e toca a tirar as três garrafas de vinho frescas que levávamos, pão, chouriça, panados e o nosso fogão partido com a água ardente. Começamos a fazer o incêndio com a água ardente para assar as chouriças e foi petiscar, limpar e bazar que começava a chover. Azar, de mochila às costas e a chover bem. 







Os ânimos começam a fraquejar, para ajudar à história quando estávamos em Afife, o cepo da minha bike bloqueia, agora parecia um triciclo, só não devia dar pedal para trás para não dar cabo do desviador e da corrente.


Andámos um pouco até uma povoação para pedir ajuda/informação e aconselharam-nos uma oficina de motos, e siga para lá com os pés na suspensão e a ser rebocado/empurrado pela resto da comandita.

Chegando à oficina de João Fernandes em Afife, logo se prontificaram a ajudar. Desmontaram o cepo à martelada (pois não tinham alguma ferramenta que era necessária), e este cai em peças no chão, perdendo um linguete que teimava em não aparecer. Tiveram de inventar, desmontaram um cortador de relva, tiraram o cepo, desmontaram o cepo e tiraram um linguete… será que dá? Parece-me maior… salta linguete para o esmeril , dasse ,… será que dá!!! Parece que sim tudo montado, rola, faz barulhinho, já estou feliz outra vez.
Enquanto eu assistia ao parto, os restante s viam calendários de oficina, lavavam as bikes, pediam óleo para lubrificar e o dono resmungava que havia muita gente num espaço tão pequeno (estava a chover tótil) .


Quanto é? (pergunto eu ao patrão)  – “vão mas é embora que já estou cheio de vos aturar” .  Excelente pessoa, tivemos lá uma hora e meia a mudar de roupa, comer umas barritas e fugir da chuva enquanto o trabalho deles estava parado.

O nosso/meu muito obrigado ao Sr João Fernandes.

De volta à perseguição das setas amarelas, cheios de fome e já com a chuva para trás,  o almoço ficou-se por umas barritas. O Tendências começa a enlouquecer por comida, só que… no monte não há muitos tascos ou cafés.

Ao chegar a Vila Praia de Ancora, D. Tendências fica louco e diz que não anda mais sem comer, mas já tínhamos perguntado lá na Vila onde se podia tascar, era no Monte do Calvário.

Monte = a subir, mas D. Tendências não andava mais nem percebia o que lhe diziam, “lá em cima há comida é só subir e comer”  D.T. – “eu não ando mais sem comer”.  Depois de diversos desenhos e caras feias lá fomos subindo, subindo, subindo, uma pendente tipo parede, e lá em cima de onde se via o mar, que lindo e bonito (outra frase que ficou sempre que víamos algo transcendente).


Paramos no tasco, e fizemos logo uma feirinha com as sapatilhas, camisolas, meias e mochilas  ao sol penduradas onde desse, até no passeio.  Estávamos à vontade e íamos comer, só que havia um pequeno problema, a cozinheira não estava, tinha ido ao talho. 


Toca a comer tudo o que o Sr tinha em pacote até chegar as bifanas e pregos, agora toca a olhar sempre para o relógio para ver se conseguíamos apanhar o ferryboat para o lado espanhol.

Chegamos ao porto e já víamos o ferryboat, já nos safamos.  Por cinco minutos ficávamos a falar Português o que implicava dormir em Caminha e no Sábado ter que pedalar bem e rápido.


Chegados a Espanha, procurar as setas amarelas foi um desatino, havia no mesmo poste setas nos dois sentidos. Foi a zona mais complicada de seguir, até termos de seguir pela estrada nacional até ao albergue de Á Guarda já que o sol já se estava a deitar.



Depois de um banho bem quente e vestir a farpela da noite (todos iguais para não nos perdermos e de fácil visualização) já com o Carlos no grupo mais as três botelhas e chouriças que ele trouxe, para a manhã seguinte repetir a dose. Lá fomos jantar à Ester, a comida não era grande coisa mas os chopitos eram bastantes e bons.


Agora vinha a parte mais difícil para mim, dormir. Tenho um ouvido de tísico e claridade nenhuma. Como tínhamos uma ala só para o nosso grupo, houve tempo para fazer um arraial de riso com as baboseiras.

Andava lá um (Tendências) a fazer de ET mas com a luz não no dedo mas…, estava tal algazarra que  outro (Amorim) já estava a dormir (ressonar) até aparecer um gato no telemóvel. Levanta-se de gás para atirar o sapato ao gato e acorda… momento único.
Como estávamos em festa, os vizinhos do edifício ao lado também estavam,  tocaram uma musica de técno (sim, sempre a mesma) até às 4.30h da manhã, no fim saíram e ficaram na faladura mais uma hora.  Mesmo assim, só eu, o Ricardo e o Sobrinho é que estávamos acordados.

O Carlos KTM andava  a fazer chá durante a noite ou a descombrar. O Mendes também sabe usar uma descombradora, bem como o Tendências. Devo ter dormido uma hora.





2º dia Á Guarda – Briallos Portas 117km

Alvorada às 7.00h, desejar um bom caminho a um peregrino que vinha a pé desde Esposende e a promessa se nos encontrássemos pelo caminho tiraríamos uma foto. Ensacar tudo outra vez,  pôr protector solar (não vá chover e também protege do vento) e saltar para cima da bike para encontrar o café aberto e tomar o pequeno-almoço.



De volta à procura das setas amarelas, continuando pela costa em zig-zag, encostados ao mar, atravessar a estrada,  ir para o monte/pinhal num sobe e desce constante,  repetitivo,  duro, pouco usado e calcado, mas lindo e belo, encontramos o peregrino de Esposende. Tiramos umas fotos e continuamos no nosso zig-zag, voltamos a encontrar o peregrino, ele em linha recta estava a andar tanto como nós de bike (o peregrino ia só pela estrada).



Estava na hora do ritual das manhãs, comprar pão e ir para praia fazer um incêndio com a famosa água ardente, chouriças e vinho fresco (do nosso), apanhar um solzinho e apreciar a paisagem. Como as chouriças acabaram o nosso fogão foi entregue aos espanhóis e partimos para ver se o peregrino não nos apanhava mas… ele devia andar a correr porque passámos outra vez por ele.



E lá continuamos com o nosso zig-zag até o meu cepo dizer que estava igual , com em Afife. Voltou a bloquear, que vou eu fazer agora tão longe de tudo… vou ligar para casa para me virem buscar, mas os companheiros de viagem dizem que não, “estamos onze e chegamos onze a S. Tiago”. Lindo.

Paramos num restaurante e perguntamos onde poderíamos encontrar uma oficina de motos ou bikes, dizem eles, “só em Baiona, 6/7 km”, toca a pedalar o mais rápido possível até Baiona, estavam a ser horas de almoçar e da parte de tarde estariam fechados. Eu com a companhia do Amorim, Tendências e o Sobrinho de prego a fundo lá fomos tentar chegar antes da hora de almoço e encontrar a oficina, mas quase ninguém conhecia ou diziam que estava fechada ao sábado.

Reagrupamos e fizemos uma busca maior, mas já nos estavam a mandar para fora de Baiona, e começava a não acreditar que me ia safar. Mas a uns 3km de Baiona (Ramallosa) encontramos uma loja de bikes com oficina, entramos para ver se podiam fazer alguma coisa ou se tinham um cepo igual.

Cepo igual não tinham e o mecânico não estava, mas o dono sossegou-me e disse para irmos almoçar por trás da loja deles no restaurante Antipodas que ele ia tentar resolver e que me chamava quando soubesse de alguma coisa, já tinha telefonado ao mecânico dele e vinha a caminho.
Fomos para o restaurante com esplanada e lá fizemos a nossa feirinha, desmontamos tudo e ainda deu para fazer praia no passeio. O sol a entrar nos ossos e claro a cerveja a entrar no esófago, vinda directamente da janela do restaurante onde pusemos o dono sempre à janela e amarrado aos punhos da máquina da cerveja (estava cá um calorzinho chamativo). Começam  as terrinas de comida a chegar e a desaparecer antes de pousar na mesa  (estávamos todos de dieta), os senhores não davam vazão.

Chega o dono da loja das bikes e diz-me  “acho que conseguimos resolver o problema”. Quando chego lá o mecânico diz “a mola que segurava os linguetes partiu e eu coloquei um arame”, ao que eu pergunto:  e isso resulta até Santiago de Compostela?

Resposta:  ainda é longe se não esforçares muito é capaz de dar.

Estou lixado… não tinham cepo igual, alternativa era comprar uma roda. Vou como está, vou testar a bike e ouço o estalinho que me diz que não está lá muito bem, digo ao mecânico para dar uma volta e este diz-me, se não esforçares muito dá.

Pronto, é nesta altura que nos lembramos dos santos, vamos lá, toca a preparar para arrancar e quem avistamos a chegar ao restaurante? O peregrino de Esposende, sessenta e tal anos e a dar-nos uma coça das antigas. Mais uma foto de grupo com o Sr para ele dizer aos amigos que nos passou, só três vezes, ele a pé e onze maganos de bike.

Quando pegamos nas bikes o KTM furou, desmonta o pneu e tira um conjunto de remendos amarrados a uma câmara de ar (via-se mais remendos do que câmara de ar, INCRIVEL).



Com aquela cervejinha toda e com o papo cheio lá nos pusemos a caminho. Agora nas subidas tinha que ir com ela (bike) à mão, a correr ou em passo muito ligeiro para os acompanhar. Tudo o que era subida ou que carregasse muito nos pedais tinha desmontar e acompanhar.
Se continuasse-mos pelas setas a bike não ia aguentar (nem eu), já começava a ir a baixo psicologicamente, por os estar a empatar mas também já via alguns mamados.
Viramos para a nacional (porque falhámos umas setas a descer) e siga até Vigo. A bike em alcatrão porta-se bem, faço mais ritmo de pernas e ela vai sossegada.
O pessoal nesta fase ia todo mais calado. O Fernando desde que arrancamos começou a sentir-se mal, com dores de barriga. Até Vigo e passar a cidade foi das piores partes da nossa viagem. Quando passamos pela estação de caminhos de ferro, pensei logo tirar o bilhete para Famalicão mas dissuadiram-me a não o fazer e siga, mais nada. Lindo.

Já outra vez no encalço das setas amarelas e das vieiras seguimos na rota . Pelo nosso rendimento estávamos a pensar ir dormir a Pontevedra, o que para o terceiro dia iam carregar mais km, ia ser bonito.

Ao meio da tarde o pessoal já estava mais animado, até um cromo se meter com uma espanhola que se estava a cruzar connosco “olá, fazes parar o transito” (transito éramos nós) a espanhola pára, e nós todos a passar, “AZEITEIRO”.


O Zé agora só queria ir à frente, estava com o turbo todo ligado. Até a subir metia os cães todos e quem quisesse que o seguisse. Estava possesso e ao ritmo que íamos chegamos a Pontevedra mais cedo que o esperado, por isso fomos para o próximo albergue em Briallos Portas.



Chegada ao albergue, (numa povoação onde não havia praticamente nada) perguntamos a quem nos veio abrir a porta onde poderíamos jantar.
Resposta: Há um restaurante muito bom a quatro km daqui, vocês tomam banho rápido e eu levo-vos lá.


Quando nos pusemos com a farpela da noite, (todos vestidos iguais) o nosso cicerone já tinha marcado mesa para onze e um jipe da protecção Civil para nos transportamos para o restaurante, dois carros de cinco lugares fomos treze, o Américo foi na mala e chegou com as tripas à mostra.



No restaurante pedimos churrasco para todos, lá comia-se uma espécie de frango de churrasco fumado, mais umas carnes. Foi a melhor refeição da viagem.
No fim toca a ligar para as nossas boleias para nos virem buscar, e como iam demorar algum tempo, os que não gostam de chupitos ficaram à espera da boleia e os que gostam de chupitos esvaziaram garrafa e meia, (Pedro, Amorim e Tendências) eu já estava a dobrar a dose de calmante do dia anterior para ver se conseguia ressonar como os outros, por isso toca a beber mais um chupito (chupito = água ardente, mel e café) até as nossas boleias chegarem. Agora ninguém queria ir atrás e lá nos acomodamos todos nos bancos traseiros.



Chegado ao albergue toca a preparar para dormir, hoje como estavamos todos cansados não houve farra. Toca a tentar dormir, deixa-me ver se consigo adormecer primeiro que estes gajos, senão a sinfonia não me vai deixar adormecer.

Dito e feito começa a fanfarra, até ressonar metálico havia, como os beliches eram em ferro e a boca devia estar perto dele, dava um efeito sonoro de uma rebarbadora a cortar ferro. É de um gajo ficar doido, às cinco horas ainda estava acordado.

Realmente, para mim a parte mais difícil é não conseguir dormir.


3º dia  Briallos Portas – Santiago Compostela  50km

Alvorada às 7.00h (logo agora que estava a dormir bem), arrumar tudo dentro dos sacos, mochila à costa, saltar para cima da bike, e constatar que está bem frio. Pedalar sete km até à povoação mais perto para tomar o pequeno almoço e aquecer com alguma bebida quente.

Continuando no encalço das setas amarelas e das vieiras, já bem dispostos e satisfeitos com o pequeno almoço, o Fernando era o único que ia em baixo, ainda lhe doía o estômago e quase não comeu nada.
Chegada a uma zona bem conhecida de outros anos numa descida algo técnica, por haver muito areão, o Amorim vai ao tapete, mas sem consequências, só se sujou e raspou a pele.
Agora a comida até Santiago era à base de barras, já estávamos a ficar enjoados de tantas barras comer.




A uns dez km de Santiago o nosso comboio começa a ficar mais disperso e estamos sempre a agrupar, até aparecer uns ST a descer para animar o pessoal.



As paisagens eram do melhor.




Chegados a Santiago e à Catedral, deixamos as bikes encostadas umas às outras e fomos visitar a Catedral por dentro.











No fim fomos levantar o nosso certificado de peregrino.

As nossas boleias Berto e Ricardo já tinham chegado .

 Carregamos as bikes na carrinha e siga comer comida portuguesa em Valença, mas quando chegamos lá o restaurante a que estávamos habituados estava fechado por motivos pessoais, agora já estávamos a desfalecer não queríamos ir a outro e levar barrete.

Fomos a Ponte de Lima comer sarrabulho num conhecido e… levamos barrete. Só quando chegamos a casa é que comemos em condições.

O meu muito obrigado aos meus companheiros de viagem que me ajudaram com os problemas que tive na minha bike.

“BOM CAMINHO, AMIGO”